Petrokemija limita retomada fabril na Croácia ao nitrato de amônio cálcico devido aos custos do gás natural
Produção de ureia permanece economicamente inviável no complexo de Kutina com cotações de gás na Europa acima de € 92/MWh; recapitalização de € 100 milhões segue pendente de aprovação formal.
A fabricante croata de fertilizantes Petrokemija restringiu a retomada operacional de sua planta em Kutina exclusivamente à produção de nitrato de amônio cálcico (CAN), mantendo as linhas de ureia paralisadas por inviabilidade econômica. A campanha produtiva de CAN — unidade que detém capacidade instalada de 335 mil toneladas anuais — está programada para durar um mês, visando abastecer o mercado doméstico após quatro meses de interrupção total das atividades fabris. O processamento utilizará amônia e matérias-primas adquiridas localmente, o que reduz a exposição direta da operação aos custos do gás natural em comparação à síntese de ureia. Paralelamente, o complexo mantém operações de importação e reembalagem de fertilizantes acabados.
A restrição operacional reflete a escalada nos preços do gás natural no mercado europeu, que superaram € 92 por MWh (US$ 30,18 por milhão de BTU) em 23 de outubro. A síntese de insumos nitrogenados a partir do gás em Kutina torna-se deficitária quando a cotação energética ultrapassa a faixa de € 30/MWh (US$ 9,84/MMBtu), embora a fábrica tenha operado excepcionalmente com custos próximos a € 40/MWh (US$ 13,12/MMBtu) durante a primavera no Hemisfério Norte, período em que os preços mais elevados dos adubos sustentaram as margens industriais. No âmbito societário, o plano de recapitalização de € 100 milhões entre o acionista controlador — o grupo turco Yildirim — e o governo da Croácia ainda não entrou em fase formal de execução, sem deliberação aprovada nas recentes assembleias da companhia.
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