Petrobras define empresas para conclusão das obras da UFN-3 em Três Lagoas (MS)

Com investimento estimado em R$ 5 bilhões, retomada da fábrica de fertilizantes sul-mato-grossense está prevista para 2027 e operação comercial para 2029

Publicado em 4 de maio de 2026 às 21:55
Pedro

A Petrobras definiu as empresas e consórcios que ficarão responsáveis pelos sete lotes principais para a conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-3), localizada em Três Lagoas (MS). A decisão marca uma etapa decisiva na retomada deste projeto estratégico para o setor de fertilizantes do país, cujas obras estavam paralisadas há mais de uma década. O reinício foi aprovado recentemente pelo Conselho de Administração da estatal após a reavaliação técnica e econômica confirmar a viabilidade do projeto.


O empreendimento, que teve sua construção iniciada em 2011 e interrompida em 2014 com cerca de 81% da estrutura física já concluída, tem previsão de ser efetivamente retomado em 2027. O investimento estimado para a finalização da planta industrial é de aproximadamente R$ 5 bilhões, com o início das operações comerciais projetado para o ano de 2029.


Com o objetivo de ampliar a concorrência, reduzir riscos de concentração contratual e garantir eficiência, a Petrobras dividiu a execução em diferentes lotes. As contratações abrangem desde infraestrutura básica, como pavimentação e drenagem, até etapas industriais de alta complexidade. Quando finalizada, a UFN-3 terá capacidade nominal para produzir cerca de 3,6 mil toneladas diárias de ureia e 2,2 mil toneladas diárias de amônia.


A unidade é considerada de extrema importância para o agronegócio nacional e para a redução da dependência externa, uma vez que o Brasil importa atualmente cerca de 80% dos fertilizantes que consome. Além do impacto estratégico e industrial, a retomada da planta deverá impulsionar a economia de Mato Grosso do Sul, com a estimativa de geração de cerca de 8 mil empregos diretos durante a fase de construção.


Empresas vencedoras por lote:

  1. EPC 01: Consórcio ETC Empreendimentos e Tecnologia em Construção + Engeko Engenharia (R$ 327,5 milhões)
  2. EPC 02: Engeko Engenharia e Construção Ltda (R$ 375,9 milhões)
  3. EPC 03: Consórcio Enfil S.A. – Controle Ambiental + Carioca (R$ 579,6 milhões)
  4. EPC 04: Nova Engevix Engenharia e Projetos S.A. (R$ 546,9 milhões)
  5. EPC 05: Consórcio Monto Industrial Ltda + Mendes Júnior (R$ 1,09 bilhão)
  6. EPC 06: Coesa Construção e Montagens S.A. (R$ 548,6 milhões)
  7. EPC 07: Consórcio Nova Engevix Engenharia e Projetos S.A. + PowerChina International (R$ 663,5 milhões)


A conclusão do projeto integra o Plano de Negócios 2026-2030 da Petrobras, que prevê investimentos de US$ 15,8 bilhões nos segmentos de refino, transporte, comercialização, petroquímica e fertilizantes.


⚠️ Essa análise é só um recorte.

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