Lucro da BHP avança no FY26 impulsionado pelo cobre e projeto de potássio Jansen atinge 84% de conclusão

Divisão de cobre desbanca minério de ferro e responde por 54% do Ebitda; ativo de KCl no Canadá recebe US$ 1,8 bilhão no exercício e mantém cronograma para 2027.

Publicado em 25 de agosto de 2026 às 13:36
Atualizado em 26 de agosto de 2026 às 14:22
Pedro

O BHP Group encerrou o ano fiscal de 2026 (FY26) com lucro atribuível subjacente de US$ 13,2 bilhões, avanço de 30% em relação ao exercício anterior, impulsionado pelo desempenho recorde do cobre e pelo ganho de eficiência operacional. A receita consolidada da mineradora cresceu 15%, totalizando US$ 58,8 bilhões, enquanto o Ebitda subjacente avançou 27%, somando US$ 32,9 bilhões, e o fluxo de caixa livre saltou 83%, atingindo US$ 9,8 bilhões no período.


No segmento de fertilizantes, a companhia direcionou US$ 1,8 bilhão em investimentos (capex) ao projeto de cloreto de potássio (KCl) Jansen, localizado em Saskatchewan, no Canadá. As obras da Fase 1 atingiram 84% de conclusão física ao final de junho, mantendo o cronograma rigorosamente alinhado para iniciar a produção comercial em meados de 2027. O ativo segue como peça central no orçamento de capital do grupo, que totalizou US$ 10,3 bilhões no FY26 e deve se manter em uma média de US$ 11 bilhões ao ano entre o FY27 e o FY31 para cobrir os aportes e a execução da Fase 2 de Jansen.


O principal vetor financeiro do exercício foi a divisão de cobre, que pela primeira vez na história gerou mais da metade dos resultados da BHP, somando US$ 18 bilhões em Ebitda subjacente (54% do total) com margem de 70%, sustentada por dois milhões de toneladas produzidas e cotações em níveis recordes decorrentes da demanda por inteligência artificial, centros de dados e transição energética. A divisão de minério de ferro gerou US$ 14 bilhões em Ebitda, apoiada em recordes de produção e embarque na operação Western Australia Iron Ore (WAIO). A BHP projeta que o consumo global de cobre saltará dos atuais 34 milhões para mais de 50 milhões de t/ano até 2050 e planeja elevar sua extração em 40% até o FY35, aprovando US$ 500 milhões preliminares para um novo concentrador na mina Escondida, no Chile.

Gostou do artigo? Compartilhe

Deixe um comentário

Comentários (0)

Ainda não há comentários.