Ebitda da SQM mais que quadruplica no 2º trimestre de 2026 impulsionado por lítio e fertilizantes especiais

Lucro líquido alcança US$ 660 milhões com demanda aquecida por baterias estacionárias, restrição de oferta na China e gargalos no Oriente Médio.

Publicado em 25 de agosto de 2026 às 13:24
Pedro

A produtora chilena Sociedad Química y Minera de Chile (SQM) registrou um forte crescimento em seus resultados financeiros no segundo trimestre de 2026, superando as projeções do mercado financeiro. O Ebitda ajustado da companhia atingiu US$ 1,32 bilhão, alta expressiva frente aos US$ 307,7 milhões apurados no mesmo período de 2025. O lucro líquido trimestral saltou para US$ 660 milhões, ante US$ 88,4 milhões no 2T25, superando as estimativas de analistas (US$ 545,6 milhões).


A receita líquida total mais que dobrou no confronto anual, somando US$ 2,47 bilhões frente a US$ 1,04 bilhão no segundo trimestre do ano anterior, com o lucro bruto avançando de US$ 253 milhões para US$ 1,26 bilhão. O principal motor do balanço foi a divisão de lítio, cujo faturamento trimestral avançou cerca de 300%, alcançando US$ 1,78 bilhão. Segundo a companhia, os preços do metal foram sustentados pela rápida expansão global do setor de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS), compensando a desaceleração relativa nas vendas de veículos elétricos. Diante do quadro, a SQM elevou sua projeção para a demanda global por lítio, estimando que o consumo ultrapassará 2,1 milhões de toneladas em 2026.


No segmento de Nutrição Vegetal Especializada (SPN), a receita avançou 24% na comparação anual, somando US$ 322,9 milhões, amparada pelo aumento de 14% nos volumes físicos vendidos (302,8 mil toneladas). As vendas de nitrato de potássio cresceram 12%, somando 167 mil toneladas, com o preço médio realizado ultrapassando US$ 1.060 por tonelada. O desempenho refletiu a menor oferta de produtos chineses e os gargalos logísticos derivados do conflito no Oriente Médio. Para o acumulado de 2026, a empresa projeta expansão de aproximadamente 10% nos volumes da divisão SPN frente a 2025, sustentada pela resiliência da demanda por nitrato de potássio.


A divisão de potássio gerou receita de US$ 41,2 milhões (+2% em relação ao 2T25), mesmo com uma contração de 6% nos volumes comercializados (79,8 mil toneladas). O avanço das vendas de sulfato de potássio (SOP) a preços mais elevados compensou a retração física em meio ao aperto na oferta global de fertilizantes. A mineradora reiterou que continuará priorizando a redução das vendas de cloreto de potássio (KCl) para favorecer a extração de lítio no Salar de Atacama, mantendo flexibilidade na produção de SOP conforme o mercado. Por fim, a divisão de iodo e derivados registrou alta de 11% na receita trimestral, somando US$ 302,2 milhões, impulsionada pelo crescimento de 8% nos volumes e por um preço médio recorde de cerca de US$ 73,40/kg.

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