Importações de oleaginosas e óleos vegetais pela União Europeia registram forte queda no início da safra 2026/27
De acordo com dados da Comissão Europeia divulgados, volumes de palma e soja recuam significativamente, pressionando os preços globais para baixo em meio à fraca demanda.
No início do atual ano comercial (iniciado em 1º de julho de 2026), o volume total de importações de oleaginosas e óleos vegetais pela União Europeia apresenta uma retração expressiva em comparação ao mesmo período da temporada anterior. As importações de óleo de palma na safra 2026/27 despencaram 31% na comparação anual, refletindo o efeito inibidor de longo prazo da Diretiva de Energia Renovável (RED) da UE sobre a demanda. Esse enfraquecimento do consumo já exerce pressão de baixa sobre os preços no mercado spot, com analistas antecipando um movimento semelhante nos contratos futuros diante do sentimento de baixa (bearish) no mercado.
O cenário de retração também se repete nas oleaginosas. Até 19 de julho de 2026, os embarques de soja destinados ao bloco da UE-27 somaram apenas cerca de 379 mil toneladas, o que representa uma queda de 47% em relação ao volume registrado no mesmo período do ano passado. A contração acentuada nas compras por parte de um dos maiores importadores globais evidencia a fragilidade da demanda consumidora no curto prazo, fator que especialistas apontam como um elemento adicional de pressão baixista sobre os preços spot da soja no mercado internacional.
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