Forças dos EUA interceptam petroleiro com óleo iraniano no Oceano Índico em meio a bloqueio naval
Ação faz parte do cerco a embarcações ligadas a Teerã; Trump afirma ter "controle total" do Estreito de Ormuz enquanto retórica bélica se acirra
As forças dos Estados Unidos interceptaram e embarcaram em um navio-tanque de grande porte (VLCC) que transportava petróleo iraniano no Oceano Índico, como parte do bloqueio contínuo de Washington a embarcações que entram ou saem dos portos do país persa. O Departamento de Defesa dos EUA confirmou nesta quinta-feira, por meio da rede social X, que realizou durante a madrugada uma interdição marítima com direito de visita ao navio Majestic X. A embarcação, considerada sem Estado e operando sob bandeira falsa, é alvo de sanções internacionais. O Pentágono reforçou o tom das medidas, afirmando que continuará com as ações globais de fiscalização marítima para desarticular redes ilícitas e interceptar navios que forneçam apoio material ao Irã, onde quer que operem.
De acordo com dados de rastreamento da Kpler, o Majestic X havia carregado 1,88 milhão de barris de petróleo cru iraniano no terminal de Jask e estava a caminho de Zhoushan, na China, quando foi parado pelas forças americanas. O cerco promovido pelos EUA já resultou na interceptação de outros petroleiros da mesma classe, como os VLCCs Diona e Tifani, além da apreensão do porta-contêineres de bandeira iraniana Touska no dia 19 de abril, que seguia para Bandar Abbas. O governo em Teerã havia prometido responder a qualquer ato hostil contra suas embarcações, ameaça que se materializou no último dia 22 de abril, quando forças iranianas abriram fogo contra dois navios de carga no Estreito de Ormuz, evidenciando a fragilidade da extensão do cessar-fogo anunciada pelo presidente Donald Trump no dia anterior.
Apesar da volatilidade e dos ataques cruzados, Trump declarou em uma publicação nesta quinta-feira que os EUA possuem "controle total" sobre o Estreito de Ormuz, afirmando taxativamente que nenhum navio pode entrar ou sair da via sem a aprovação da Marinha americana. O presidente também revelou ter ordenado que as forças disparem contra qualquer embarcação que tente instalar minas na região. Na prática, no entanto, a dinâmica da operação militar é um pouco diferente: a empresa de inteligência de rastreamento marítimo Vortexa aponta que o bloqueio não está sendo implementado perto dos portos iranianos ou nas águas estreitas de Ormuz, mas sim concentrado a cerca de 300 milhas a oeste, na área compreendida entre a fronteira do Paquistão com o Irã e o território de Omã.
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