Fábrica de ácido sulfúrico da EuroChem no Cazaquistão adia plena capacidade para 2027 e mantém demanda por importações

Unidade em Zhambyl deve produzir 638 mil toneladas em 2026, obrigando a Kazatomprom a manter dependência de 600 a 700 mil t/ano de insumo russo.

Publicado em 18 de agosto de 2026 às 21:00
Atualizado em 19 de agosto de 2026 às 13:11
Pedro

A nova fábrica de ácido sulfúrico da EuroChem-Karatau, localizada na região de Zhambyl, no Cazaquistão, não atingirá sua capacidade nominal projetada durante o ano de 2026. Comissionada em maio de 2026 após atrasos no cronograma original — que previa a entrada em operação no fim de 2025 —, a unidade possui capacidade instalada para 800 mil toneladas anuais, mas deve encerrar o ano corrente com uma produção estimada em cerca de 638 mil toneladas. O atingimento da capacidade máxima operacional foi postergado para 2027.


O atraso na plena maturação da planta impacta diretamente o balanço de suprimento da indústria química e de mineração do país. Diante da oferta doméstica abaixo do potencial integral, as subsidiárias da mineradora estatal de urânio Kazatomprom devem continuar dependentes de importações regulares de ácido sulfúrico da Rússia, fluxo que historicamente tem movimentado entre 600 mil e 700 mil toneladas por ano para atender ao processamento mineral cazaque.

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