EUA e Irã assinam memorando de entendimento para encerrar guerra e reabrir o Estreito de Ormuz
Acordo de 14 pontos prevê cessar-fogo imediato, suspensão das sanções americanas e plano de US$ 300 bilhões para reconstrução do Irã, mas Trump alerta que pode retomar ataques em caso de descumprimento
Os Estados Unidos e o Irã divulgaram nesta quarta-feira o texto de um memorando de entendimento que prevê o encerramento do conflito iniciado em 28 de fevereiro, quando Washington e Israel assassinaram o líder supremo aiatolá Ali Khamenei e altos militares iranianos. O acordo de 14 pontos, já assinado digitalmente pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian, estende o cessar-fogo anunciado em abril por mais 60 dias e inclui a retomada plena do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, o levantamento do bloqueio naval americano aos portos iranianos, a suspensão das sanções dos EUA ao Irã, o descongelamento de ativos iranianos e um plano de reconstrução econômica avaliado em US$ 300 bilhões. O Irã também se compromete a não desenvolver armas nucleares.
O conflito gerou forte impacto nos mercados globais de energia e alimentos, pressionando os preços de fertilizantes, combustíveis e fretes desde o fechamento do Estreito de Ormuz. Os líderes do G7, reunidos em Évian-les-Bains, na França, saudaram o acordo e reafirmaram a necessidade de negociações para garantir que o Irã nunca obtenha armas nucleares. Apesar do tom combativo de Trump — que ameaçou "bombardear o inferno" do Irã em caso de descumprimento —, o acordo representa uma virada significativa para o abastecimento global, com a perspectiva de normalização gradual do tráfego pelo estreito que, em condições normais, responde por cerca de 20% do petróleo e GNL comercializados mundialmente.
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