Custos de produção em Mato Grosso para a safra 2026/27 sobem puxados por despesas com fertilizantes

Relatório de julho aponta encarecimento no milho de alta tecnologia, soja e algodão, com o insumo nutricional elevando a régua de despesas em relação ao ciclo anterior.

Publicado em 18 de agosto de 2026 às 20:58
Atualizado em 19 de agosto de 2026 às 13:09
Pedro

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) revisou para cima as projeções de custos operacionais de produção para a safra 2026/27 em Mato Grosso em seu relatório divulgado em julho. O ajuste altista foi impulsionado primordialmente pelo avanço nas despesas com fertilizantes, impactando diretamente as lavouras de milho, soja e algodão no estado, calculadas sob uma taxa de câmbio média entre R$ 5,12 e R$ 5,16 por dólar.


Nas lavouras de milho cultivadas com alta tecnologia, o custo de produção foi estimado em R$ 3.779 por hectare (US$ 729/ha), o que representa uma alta mensal de 0,3% e supera os R$ 3.320/ha despendidos na safra 2025/26. O avanço foi puxado pelos fertilizantes, que subiram 1,1% no mês e alcançaram R$ 1.550/ha, superando os R$ 1.422/ha do ciclo anterior. Em contrapartida, as despesas projetadas com defensivos e sementes recuaram 0,1% e 0,5% no comparativo mensal, situando-se em R$ 912/ha e R$ 844/ha, respectivamente, embora ainda se mantenham acima dos patamares de 2025/26.


Para a soja, o custo da safra 2026/27 oscilou levemente para cima (+0,04%), totalizando R$ 4.323/ha frente a R$ 4.321/ha no mês anterior e superando os R$ 4.181/ha do ciclo 2025/26. Esse incremento foi determinado exclusivamente pelo encarecimento dos fertilizantes, que subiram 0,2% no mês para R$ 1.993/ha (contra R$ 1.881/ha na safra anterior), enquanto as sementes caíram 0,2% para R$ 474/ha e os defensivos recuaram 0,1% para R$ 1.347/ha.


No cultivo do algodão, o custo operacional atingiu R$ 10.629/ha, alta de 0,1% frente a junho, permanecendo abaixo dos R$ 10.776/ha registrados na temporada 2025/26. O aumento mensal foi impulsionado pelos fertilizantes, que avançaram 0,1% para R$ 3.977/ha (ante R$ 3.891/ha no ciclo anterior), e pelos defensivos, com alta de quase 0,2% para R$ 4.569/ha, enquanto as projeções para sementes caíram 0,03%, ficando em R$ 1.069/ha.

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