Comércio global de fertilizantes encolhe 30% nos primeiros quatro meses de 2026, aponta FAO
Organização prevê recuperação "lenta e desigual" mesmo com reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto preços médios subiram 25% entre fevereiro e maio
Segundo o jornal francês Le Figaro, a FAO informou que o comércio global de fertilizantes recuou 30% em volume entre janeiro e abril de 2026, caindo de 58 milhões para 41 milhões de toneladas na comparação com o mesmo período de 2025. Em valor, o comércio chegou a US$ 18 bilhões no período, queda de 18% em relação ao ano anterior. O recuo reflete a combinação do fechamento do Estreito de Ormuz desde 28 de fevereiro, a alta média de 25% nos preços dos fertilizantes — ainda mais acentuada no caso dos nitrogenados —, o adiamento de compras pelos agricultores diante dos custos elevados e da fraqueza nos preços dos grãos, e as restrições às exportações impostas por países como China, Rússia, Turquia e Egito.
Mesmo com a perspectiva de reabertura gradual do Estreito de Ormuz a partir de junho, a FAO prevê uma recuperação "lenta e desigual" dos insumos de nitrogênio, fosfato e enxofre, com preços mantendo-se em patamares historicamente elevados, ainda que em declínio.
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