Campo de gás Leviathan em Israel retoma produção após um mês de paralisação
Operação do ativo de 12 bilhões de m³/ano foi restabelecida nesta quinta-feira (2); interrupção forçou Egito a triplicar importações de GNL no primeiro trimestre
O campo de gás natural Leviathan, o maior de Israel, retomou suas atividades regulares nesta quinta-feira, 2 de abril, após uma paralisação de 30 dias motivada por questões de segurança. Segundo comunicado da NewMed Energy, parceira do projeto, a operadora Chevron recebeu autorização regulatória do Ministério da Energia israelense em 31 de março para iniciar os preparativos de reinício, consolidando o retorno da produção total após a suspensão ordenada no dia 2 de março, logo após o início do conflito com o Irã.
A interrupção temporária deste ativo, que possui capacidade de 12 bilhões de m³ por ano, teve impactos significativos na matriz energética regional e no mercado global de GNL, levando a Chevron a declarar força maior nos contratos de exportação. O Egito, que depende do gás de Leviathan via gasoduto para o abastecimento de sua indústria e consumo interno, foi forçado a buscar alternativas emergenciais no mercado spot, triplicando suas importações de GNL no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao ano anterior. Dados da Kpler indicam que a maior parte desse volume emergencial teve origem nos Estados Unidos, mas contou também com carregamentos da Guiné Equatorial, como o do navio Tenergy, que atracou em Ain Sukhna em 1º de abril.
Para o setor de fertilizantes, a normalização do fluxo de gás para o Egito é um sinal positivo, visto que o país é um importante produtor de nitrogenados e utiliza o gás natural como matéria-prima essencial. A estabilização do fornecimento de energia deve ajudar a reduzir as incertezas sobre a produção egípcia de ureia, que vinha sofrendo com a priorização do gás para a geração de eletricidade doméstica durante o período de escassez provocado pelo fechamento do campo israelense. Além disso, a retomada de Leviathan é vista como um passo crucial para aliviar a pressão sobre os preços de energia no Mediterrâneo Oriental, embora o setor permaneça em alerta máximo devido à volatilidade militar na região.
Deixe um comentário
Comentários (0)