Bunge dobra lucro líquido no segundo trimestre de 2026 e alcança US$ 678 milhões, impulsionada por soja e oleaginosas

EBIT ajustado dos segmentos operacionais mais que dobrou para US$ 796 milhões, com integração da Viterra e ampliação de capacidade na Argentina, Canadá e Europa; empresa eleva projeção anual de lucro por ação

Publicado em 29 de julho de 2026 às 17:14
Pedro

A Bunge registrou lucro líquido atribuível de US$ 678 milhões no segundo trimestre de 2026, ante US$ 354 milhões no mesmo período de 2025, com lucro diluído por ação de US$ 3,47. Em base ajustada, o indicador saltou de US$ 1,31 para US$ 2,00 por ação. O desempenho foi impulsionado pelos segmentos de processamento e refino de soja e oleaginosas, com EBIT ajustado somando US$ 796 milhões — mais que o dobro dos US$ 373 milhões registrados um ano antes. No segmento de soja, o EBIT ajustado avançou de US$ 304 milhões para US$ 445 milhões, com a companhia processando 11,524 milhões de toneladas métricas, ante 9,304 milhões no segundo trimestre de 2025, com destaque para o crescimento na América do Sul, América do Norte e Europa. O processamento de oleaginosas registrou EBIT ajustado de US$ 255 milhões, ante US$ 14 milhões no ano anterior, com volume subindo de 1,947 milhão para 3,490 milhões de toneladas métricas.


A comercialização de grãos e moagem registrou EBIT ajustado de US$ 67 milhões, contra US$ 29 milhões no mesmo período de 2025, com volumes atingindo 23,852 milhões de toneladas métricas — desempenho apoiado pela expansão da estrutura de recebimento e movimentação de grãos após a integração da Viterra. Com os resultados, a Bunge elevou a projeção de lucro ajustado por ação em 2026 para a faixa de US$ 9,25 a US$ 9,75, ante US$ 9,00 a US$ 9,50 anteriormente. A empresa prevê resultados maiores no segmento de soja e ligeiramente maiores em oleaginosas, mas projeta desempenho inferior ao cálculo anterior para a comercialização de grãos e moagem.

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