Boletim Logístico: Restrições de rastreamento e segurança dominam operações portuárias no Oriente Médio (12/05)

Terminais iraquianos suspendem exportações, enquanto Catar e Omã exigem medidas rigorosas contra interferências de sinal

Publicado em 12 de maio de 2026 às 22:23
Pedro

O cenário marítimo no Oriente Médio nesta terça-feira, 12 de maio, permanece marcado por uma gestão de risco intensificada em resposta às instabilidades regionais. Embora a maioria dos portos comerciais mantenha a operacionalidade, as autoridades locais implementaram protocolos rígidos de segurança, afetando desde o rastreamento de embarcações até o controle de cargas e tripulações. Abaixo, os destaques por país:


Iraque: As exportações de petróleo sofreram um revés significativo com a paralisação total das operações nos terminais de Basrah e SPM Somo. Em contraste, os portos de carga geral (Umm Qasr e Khor al Zubair) seguem operando normalmente. No entanto, as restrições externas aumentaram: o Kuwait suspendeu temporariamente as permissões de entrada para qualquer embarcação estrangeira vinda de portos iraquianos.


Catar: Em uma medida de segurança imediata, a QatarEnergy ordenou que todos os navios que escalam o terminal de Ras Laffan — incluindo aqueles em águas portuárias ou ancoradouros — desliguem seus sistemas de identificação automática (AIS) até novo aviso. Apesar dessa restrição técnica, a navegação comercial geral no país segue autorizada durante todo o dia.


Omã: O país mantém todos os portos operacionais, mas sob controle rigoroso. Agora é obrigatória a submissão de uma carta oficial atestando a ausência de cargas perigosas ou militares para entrada em águas territoriais. No terminal de Mina Al Fahal, o uso de hodômetros Doppler tornou-se requisito obrigatório de segurança devido às interferências persistentes de GPS na área; navios sem o equipamento funcional não estão sendo autorizados a atracar.


Emirados Árabes Unidos: A zona offshore de Fujairah foi classificada como de alto risco devido a incidentes de spoofing e interferência de sinal GPS, que podem causar erros críticos de posicionamento nos sistemas ECDIS. Operacionalmente, o porto de Fujairah enfrenta congestionamentos, com espera estimada em três semanas para graneleiros e navios ro-ro, devido à manutenção no berço 6. O RAK Ports Group passou a aplicar uma sobretaxa de risco marítimo para todas as embarcações.


Bahrein: A movimentação de navios foi retomada, porém de forma limitada. As operações da BAPCO permanecem suspensas, e os terminais da APM operam em janela restrita (das 06h às 18h). O aeroporto local opera com serviços limitados, permitindo trocas de tripulação conforme a disponibilidade de voos.


Israel: Os portos de Eilat, Ashkelon, Ashdod, Hedera e Haifa operam em capacidade total. Entretanto, para a descarga de veículos (navios ro-ro), os portos de Haifa e Ashdod impuseram limites rígidos de armazenamento em pátio, exigindo confirmação de vaga antes do início da operação de desembarque.


Arábia Saudita, Jordânia, Egito e Paquistão: Estes países relatam normalidade em suas infraestruturas marítimas e aéreas. O Canal de Suez opera sem interrupções e o porto de Aqaba mantém o fluxo regular de cargas e navegação.


Líbano: Os portos permanecem operacionais, embora a situação no sul do país seja descrita como instável. O espaço aéreo está aberto apenas para voos da Middle East Airlines.


Fonte: Lloyd List

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