BASF registra alta de 16,4% nas vendas globais no segundo trimestre e eleva projeção de EBITDA para 2026
Grupo impulsiona rentabilidade global com corte de custos e avanço de volumes, enquanto o segmento agrícola consolida margens resilientes.
O Grupo BASF reportou vendas globais de 17,206 bilhões de euros no segundo trimestre de 2026, representando um aumento de 16,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA antes de itens especiais disparou 53,6%, alcançando 2,449 bilhões de euros, o que elevou a margem correspondente de 10,8% para 14,2%. O forte desempenho financeiro e operacional do trimestre foi sustentado por preços maiores, crescimento dos volumes comercializados e redução dos custos fixos desembolsáveis.
Como resultado direto desse desempenho acima do esperado no primeiro semestre, o grupo elevou sua projeção de EBITDA antes de itens especiais para o fechamento de 2026, com a nova faixa estimada entre 6,9 bilhões e 7,7 bilhões de euros (superando o intervalo anterior de 6,2 bilhões a 7 bilhões de euros). A previsão de fluxo de caixa livre permaneceu inalterada, oscilando entre 1,5 bilhão e 2,3 bilhões de euros, mantendo uma margem de segurança de 800 milhões de euros entre os limites da projeção para absorver eventuais incertezas geopolíticas destacadas pela administração.
Desempenho da divisão Agricultural Solutions
No segmento agrícola, a divisão Agricultural Solutions registrou vendas de 2,210 bilhões de euros no segundo trimestre, avanço de 0,6% sobre igual período de 2025. A rentabilidade do setor apresentou melhora expressiva: o EBITDA antes de itens especiais atingiu 448 milhões de euros (alta de 7,5%), enquanto o fluxo de caixa do segmento somou 881 milhões de euros (crescimento de 8,5%), neutralizando os efeitos cambiais adversos e a pressão de preços acumulada no ano.
No acumulado do primeiro semestre, a área agrícola faturou 5,315 bilhões de euros (recuo de 1,6% ante os 5,401 bilhões de euros de 2025), com um EBITDA antes de itens especiais de 1,550 bilhão de euros e margem de 29% (frente a 30% no ano anterior). O avanço comercial foi impulsionado pelo crescimento de 3,2% nos volumes globais da divisão, com destaques para as linhas de fungicidas, herbicidas e tratamento de sementes, absorvendo a retração de 1,3% nos preços e o impacto cambial negativo de 3,6%. No portfólio, os herbicidas lideraram com 32% das vendas, seguidos por fungicidas (30%), sementes e traits (23%), inseticidas (10%) e tratamento de sementes (5%), além da incorporação gradual das soluções biológicas da AgBiTech, adquirida em março.
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