Argélia acelera megaprojeto de fosfatos enquanto Tunísia perde espaço no mercado global de fertilizantes
Projeto em Tébessa mira 10,5 milhões de t/ano em meio à crise estrutural e queda de 24,6% nas exportações tunisianas no início de 2026.
A Argélia avança no desenvolvimento de seu megaprojeto integrado de fosfatos na província de Tébessa, estruturado em parceria com empresas chinesas e italianas, com a meta de alcançar uma produção de 10,5 milhões de toneladas anuais. A iniciativa reflete a estratégia do governo argelino de verticalizar sua cadeia mineral e ampliar a participação no mercado global de fertilizantes, aproveitando a abundante disponibilidade de gás natural e infraestrutura em expansão no Norte da África.
Em contraste com a expansão argelina, a Tunísia mantém trajetória de estagnação e perda de competitividade. Após o colapso produtivo de 8,1 milhões de toneladas em 2010 para 2,2 milhões em 2011, o setor de fosfatos tunisiano segue incapaz de recuperar seus patamares históricos, fechando o ano de 2025 com cerca de 3,9 milhões de toneladas. A estatal Groupe Chimique Tunisien (GCT) enfrenta baixas taxas de utilização de capacidade operacional e redução contínua nos volumes processados, decorrentes da obsolescência industrial e da falta de investimentos em modernização.
O impacto dessa paralisia estrutural já se reflete no comércio exterior de 2026: as exportações tunisianas de insumos fosfatados recuaram 24,6% no primeiro bimestre, consolidando o risco de o país perder relevância comercial e fatias estratégicas de mercado para a vizinha Argélia.
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