AGCO (dona da Massey Ferguson, Valtra etc.) registra receita de US$ 2,3 bilhões no 1º trimestre e eleva projeções para 2026
Empresa supera mercado com alta de 14,3% no faturamento, apesar da retração na demanda agrícola na América Latina
A AGCO, detentora de marcas como Massey Ferguson e Valtra, reportou uma receita líquida de US$ 2,3 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 14,3% em comparação ao mesmo período de 2025. O lucro líquido ajustado saltou para US$ 0,94 por ação, superando significativamente os US$ 0,41 registrados no ano anterior. Diante do desempenho operacional, a companhia elevou sua projeção de lucro ajustado por ação para o fechamento de 2026, agora estimado em US$ 6,00, com uma expectativa de receita anual entre US$ 10,5 bilhões e US$ 10,7 bilhões.
O resultado global foi puxado principalmente pela região da Europa e Oriente Médio, onde as vendas avançaram 20,3%, somando US$ 1,6 bilhão, com destaque para os mercados da Alemanha e Reino Unido. Na contramão, a América Latina enfrentou um cenário desafiador, com queda de 17,3% nas vendas líquidas (US$ 211,7 milhões). A AGCO atribuiu a retração na região à menor demanda da indústria e à pressão sobre a rentabilidade dos produtores brasileiros, afetados por custos elevados de fertilizantes importados e restrições de crédito, o que resultou em uma queda de 38% nas vendas de colheitadeiras no varejo nacional até março.
Além dos números operacionais, a AGCO anunciou mudanças estratégicas em sua estrutura de capital. A empresa fechou a venda de suas participações de 49% nas joint ventures de financiamento na América do Norte para o Rabobank, por aproximadamente US$ 190 milhões. Os recursos, somados a um plano de recompra de ações de US$ 350 milhões previsto para o segundo trimestre, visam aumentar o retorno aos acionistas, que também contarão com um aumento nos dividendos trimestrais para US$ 0,30 por ação.
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