ADM registra leve alta no lucro líquido e eleva projeções para 2026

Crescimento nos segmentos de nutrição e carboidratos compensa queda em serviços agro e oleaginosas no primeiro trimestre

Publicado em 5 de maio de 2026 às 16:57
Pedro

A gigante americana ADM encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um lucro líquido de US$ 298 milhões, apresentando uma leve alta em relação aos US$ 295 milhões registrados no mesmo período do ano passado. A receita da companhia também acompanhou a tendência de crescimento, somando US$ 20,49 bilhões frente aos US$ 20,17 bilhões de um ano antes, enquanto o lucro antes de juros e impostos (Ebit) avançou 9%, atingindo US$ 384 milhões. Segundo o CEO Juan Luciano, o desempenho foi impulsionado pelo ambiente global favorável para biocombustíveis — com reflexos positivos nos negócios de esmagamento e etanol — e pelo aumento nas vendas da área de nutrição.


O lucro total dos segmentos da empresa somou US$ 764 milhões, uma alta de 2% na comparação anual, embora os resultados tenham sido mistos entre as divisões. O segmento de serviços agro e oleaginosas sofreu uma queda de 34%, totalizando US$ 273 milhões, impactado negativamente por marcações a mercado e efeitos de timing no mercado de commodities. Por outro lado, a área de serviços agro isoladamente cresceu 26%, beneficiada pela forte atividade de exportação na América do Norte, especialmente de soja, sorgo e milho para a China. No setor de soluções de carboidratos, o crescimento foi expressivo, com alta de 48% e lucro de US$ 356 milhões, enquanto o segmento de nutrição avançou 42%, somando US$ 135 milhões graças à melhora na nutrição humana e animal e a ganhos cambiais.


Diante do cenário positivo e da maior clareza sobre as políticas de biocombustíveis nos Estados Unidos, a ADM elevou suas projeções de lucro por ação (EPS) ajustado para 2026, agora estimado entre US$ 4,15 e US$ 4,70. A revisão reflete a expectativa de melhores resultados operacionais e o progresso nas prioridades estratégicas da companhia. A ADM reiterou que manterá seus investimentos de capital entre US$ 1,3 bilhão e US$ 1,5 bilhão, mantendo o monitoramento constante de fatores externos como custos de energia, tendências de consumo e possíveis disrupções nas cadeias globais de suprimentos e tarifas comerciais.


⚠️ Essa análise é só um recorte.

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