Adama reduz prejuízo no 2º trimestre de 2026 para US$ 20 milhões apesar de queda nas vendas globais
Faturamento recua 3% para US$ 1,063 bilhão com retração de preços e volumes, enquanto geração de fluxo de caixa livre avança para US$ 193 milhões.
A fabricante de defensivos agrícolas Adama registrou vendas líquidas de US$ 1,063 bilhão no segundo trimestre de 2026, representando uma queda de 3% em dólares em relação aos US$ 1,092 bilhão apurados em igual período do ano anterior. Em moeda constante, o recuo foi de 5% (e de 7% em renminbi), reflexo de uma retração combinada de 1% nos volumes físicos e de 3% nos preços médios praticados. Apesar do menor faturamento, a companhia reduziu seu prejuízo líquido reportado em 38%, passando de uma perda de US$ 32 milhões no 2T25 para US$ 20 milhões no 2T26, com a margem líquida melhorando de -2,9% para -1,9%. Em termos ajustados, o resultado líquido foi positivo em US$ 4 milhões, frente a US$ 6 milhões no segundo trimestre de 2025.
No balanço de liquidez e investimentos, o fluxo de caixa operacional gerou US$ 242 milhões (contra US$ 271 milhões no 2T25), enquanto o fluxo de caixa livre avançou de US$ 176 milhões para US$ 193 milhões. O consumo de caixa em atividades de investimento caiu expressivamente de US$ 52 milhões para US$ 3 milhões no período, ao passo que as saídas com atividades de financiamento totalizaram US$ 278 milhões, ante US$ 263 milhões um ano antes.
No desempenho geográfico e por linhas de negócios, os mercados apresentaram comportamentos divergentes. A região de Europa, África e Oriente Médio liderou as receitas com US$ 324 milhões (+3% em dólares; -2% em moeda constante), seguida pela América do Norte com US$ 281 milhões (+2% em dólares e moeda constante). A América Latina recuou para US$ 209 milhões (-3% em dólares; -8% em moeda constante), enquanto a Ásia-Pacífico caiu 13% em dólares para US$ 248 milhões, fortemente impactada pelo mercado chinês, onde a receita encolheu 28% em dólares para US$ 104 milhões (-30% em moeda constante).
Na divisão por portfólio, a área de proteção de cultivos representou 93% das vendas totais (US$ 988 milhões), sustentada pelas categorias de herbicidas (US$ 483 milhões, ou 45% do total) e inseticidas (US$ 315 milhões, ou 30% do total), enquanto os fungicidas registraram contração para US$ 190 milhões (18% da receita). O segmento de intermediários químicos e ingredientes somou US$ 75 milhões, correspondendo aos 7% restantes do faturamento trimestral.
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