Uralchem reafirma projeto e planeja concluir terminal de exportação de amônia em Taman
Apesar de atrasos, companhia destaca a alta demanda global impulsionada pela crise no Estreito de Ormuz; complexo receberá cargas por via férrea
A Uralchem Chemical Company (UCC) confirmou que não tem planos de abandonar o seu projeto de construção de um complexo de exportação de amônia em Taman, localizado no Krai de Krasnodar. A continuidade da obra foi garantida pelo presidente do conselho de administração da empresa, Dmitry Tatyanin, em declaração a jornalistas durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF) de 2026.
De acordo com Tatyanin, o adiamento na data de início das operações do terminal portuário — que recebe fortes investimentos da Togliattiazot (TOAZ), a principal produtora de amônia do grupo — ocorreu em decorrência de fatores externos. Apesar do atraso na implementação, o executivo frisou que as perspectivas para o complexo permanecem altamente positivas. O mercado global segue demandando volumes adicionais do produto e o recente fechamento do Estreito de Ormuz provocou um aumento significativo nos preços mundiais da amônia, que é uma matéria-prima essencial para a produção de fertilizantes nitrogenados e complexos.
A logística estruturada para o terminal em Taman estabelece que os fertilizantes chegarão ao porto exclusivamente por via férrea. Durante o evento, Tatyanin também detalhou o atual equilíbrio comercial da companhia, revelando que 60% dos fertilizantes nitrogenados da Uralchem são comercializados no mercado interno russo, com os 40% restantes sendo destinados às exportações.
Como parte do Grupo Uralchem, a Togliattiazot JSC desponta como uma das maiores produtoras globais de amônia, ureia e concentrado de ureia-formaldeído. O complexo industrial da companhia ocupa uma área de mais de 600 hectares e abriga sete unidades de produção de amônia e três unidades de ureia. Essa forte capacidade operacional permite à TOAZ suprir 18% da demanda de todo o mercado russo e responder por expressivos 11% das exportações globais de amônia.
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