Produção de petróleo do Cazaquistão despenca 21% após ataques ucranianos a Novorossiysk
Fechamento de terminal no Mar Negro paralisa 80% das exportações de óleo do país, enquanto comércio de enxofre sofre restrições impostas pela Rússia.
A produção nacional de petróleo do Cazaquistão registrou uma queda drástica de 21% após ataques de drones ucranianos forçarem a paralisação do terminal do Consórcio do Oleoduto do Cáspio (CPC) no porto russo de Novorossiysk, de acordo com reportagem do The Moscow Times divulgada em 23 de julho. O terminal localizado no Mar Negro é a principal rota de escoamento energético do país, sendo responsável pela movimentação de cerca de 80% das exportações de petróleo cazaque, e sua interrupção representa um forte golpe para a economia local.
Paralelamente à crise energética, o comércio cazaque de enxofre enfrenta pressões logísticas e diplomáticas semelhantes. No final de junho, o Cazaquistão proibiu todas as exportações do insumo, abrindo exceção apenas para os volumes destinados à Federação Russa. A restrição foi uma resposta direta à decisão de Moscou de bloquear o trânsito do enxofre cazaque por sua malha ferroviária, uma manobra adotada pelo governo russo para garantir o abastecimento de suas próprias indústrias, que vêm lidando com déficits de produção e operam sob uma prolongada proibição federal de exportação.
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