União Europeia impõe cota anual para importações de amônia da Rússia no 20º pacote de sanções

Limite fixado em 688 mil toneladas visa conter escalada nas compras e evitar manobras contra o bloqueio do gás russo; tarifas progressivas também pressionam o setor

Publicado em 24 de abril de 2026 às 16:20
Pedro

A União Europeia (UE) estabeleceu uma cota anual para as importações de amônia da Rússia como parte de seu 20º pacote de sanções, adotado oficialmente em 23 de abril de 2026. O limite foi fixado em 688 mil toneladas para o período entre 24 de abril de 2026 e 23 de abril de 2027, volume que espelha os níveis de importação registrados em 2025 e que contará com renovação automática a cada ano. Segundo o Conselho da UE, a medida foi elaborada para frear os volumes de importação, que vinham em trajetória de alta, e impedir que o comércio de amônia seja utilizado como um mecanismo para contornar a iminente proibição do programa REPowerEU sobre as importações de gás russo.


A nova cota agrava um cenário de crescentes restrições comerciais impostas aos fertilizantes russos no continente. Em maio de 2025, o Parlamento Europeu já havia aprovado um aumento gradual nas tarifas de importação para esses insumos. Desde 1º de julho do ano passado, uma taxa específica de € 40 por tonelada para fertilizantes nitrogenados e de € 45 por tonelada para outros fertilizantes foi adicionada à alíquota ad valorem de 6,5% já existente. A estratégia tarifária europeia prevê que essas taxas aumentem progressivamente ao longo do biênio 2026-2027, até alcançarem níveis considerados proibitivos de € 315 e € 430 por tonelada, respectivamente, em meados de 2028.


⚠️ Essa análise é só um recorte.

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