Trump suspende ameaça de ataque ao Irã e anuncia possível acordo de paz para este fim de semana

Recuo ocorre após grave escalada militar no Estreito de Ormuz; presidente americano afirma que assinatura do tratado garantirá a reabertura imediata da via marítima

Publicado em 11 de junho de 2026 às 23:14
Pedro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou nesta quinta-feira e cancelou a ameaça de um ataque em larga escala contra o Irã, que havia sido anunciada poucas horas antes. A mudança de postura foi justificada pelo avanço nas negociações para uma resolução da guerra, que poderá resultar em um acordo assinado na Europa já neste fim de semana. Segundo Trump, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, também teria aprovado os termos, embora Teerã ainda não tenha confirmado oficialmente o seu apoio. O presidente americano descreveu o pacto pendente como um "memorando de entendimento muito detalhado", ainda que "um pouco conceitual", sujeito à finalização de documentos e que conta com o endosso de outros países com grande influência sobre a república islâmica.


A suspensão do ataque evitou uma ofensiva que, nas palavras de Trump, envolveria uma onda "MUITO DURA" de bombardeios contra Teerã e a tomada de controle da Ilha de Kharg, além de outras infraestruturas petrolíferas iranianas. Um dos pontos centrais do possível tratado é a promessa de que o Estreito de Ormuz será reaberto imediatamente após a assinatura, possivelmente no sábado ou na segunda-feira. No entanto, o histórico de Trump impõe cautela: em abril, durante um cessar-fogo, o presidente já havia exagerado os progressos diplomáticos ao declarar incorretamente que o Irã havia concordado em "abrir completamente" a passagem marítima.


A ameaça militar recém-cancelada sucedeu dois dias de intensos confrontos armados entre as duas nações, motivados pela disputa pelo controle da navegação na região. As forças americanas bombardearam infraestruturas defensivas — e civis, segundo Teerã — perto do estreito e em todo o Irã, o que provocou retaliações iranianas contra bases dos EUA na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein. Em meio ao caos, ambas as marinhas atacaram embarcações comerciais no Golfo de Omã e em Ormuz. O estopim da crise mais recente envolveu alegações conflitantes sobre o fluxo na região: enquanto os EUA revelaram ter conduzido uma operação clandestina para escoar mais de 100 milhões de barris de petróleo sob proteção militar, o Irã declarou nesta quinta-feira que o Estreito de Ormuz estava "fechado" em resposta aos bombardeios americanos.

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