Trump eleva tom contra o Irã, promete ataque massivo e ameaça tomar o controle da Ilha de Kharg
Escalada de confrontos atinge fase crítica após disputa pela navegação no Estreito de Ormuz; presidente dos EUA compara futura intervenção petrolífera ao modelo aplicado na Venezuela
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou drasticamente as ameaças contra Teerã nesta quinta-feira, após dois dias de intensos confrontos diretos entre as forças armadas norte-americanas e iranianas, além de repetidos ataques à navegação no Oriente Médio. Em uma publicação nas redes sociais, Trump declarou que os EUA atacarão o Irã "muito duramente esta noite", alegando que as frotas navais, forças aéreas, sistemas de radar e todas as outras formas de defesa e capacidade ofensiva do país rival já foram completamente "destruídas". Os embates de baixa intensidade, que vinham ocorrendo desde o final de maio, escalaram rapidamente entre 10 e 11 de junho para uma violenta troca de artilharia que remete à fase mais ativa e letal da guerra, registrada entre março e abril. As forças americanas têm bombardeado infraestruturas defensivas e — segundo o governo de Teerã — alvos civis no entorno do Estreito de Ormuz e em todo o território iraniano, enquanto os militares do Irã respondem com ofensivas contra bases dos EUA na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein. Paralelamente, ambas as marinhas intensificaram os ataques diretos a embarcações comerciais que tentam transitar pelo Golfo de Omã e pelo próprio estreito.
O controle estratégico da navegação por essa hidrovia vital do Golfo Pérsico desponta como a causa central do mais recente agravamento bélico. Na quarta-feira, Trump afirmou que os militares dos EUA conduziram uma grande operação clandestina para desbloquear o Estreito de Ormuz, o que teria garantido a passagem segura de mais de 100 milhões de barris de petróleo e centenas de navios sob a proteção do guarda-chuva militar americano. O Irã, que também reivindicava estar coordenando o tráfego limitado no canal, declarou oficialmente na quinta-feira que o estreito encontra-se "fechado" em decorrência dos pesados bombardeios noturnos promovidos pelos EUA. Elevando ainda mais a tensão geopolítica e econômica global, Trump ameaçou que os Estados Unidos assumirão em breve o controle físico da Ilha de Kharg — o principal terminal de exportação marítima do Irã — e de outros pontos vitais da infraestrutura petrolífera da nação persa, alertando que o governo americano assumirá o controle total sobre os mercados de óleo e gás iranianos, adotando uma intervenção semelhante à aplicada na Venezuela.
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