Trump adia ataque a usinas do Irã pela segunda vez e estende prazo para negociações até 6 de abril
WTI despenca momentaneamente após anúncio de nova pausa de 10 dias; Teerã nega existência de diálogo e acusa Washington de manipular preços do petróleo
O presidente Donald Trump anunciou, na tarde desta quinta-feira (26), um novo adiamento na ameaça de bombardear as usinas de energia do Irã. O prazo, que vencia originalmente em 23 de março e já havia sido estendido por cinco dias, foi agora postergado por mais 10 dias, definindo o dia 6 de abril (20h ET) como a nova data limite para o ataque. Em publicação nas redes sociais, Trump justificou a decisão afirmando atender a um pedido do governo iraniano e alegou que as negociações estão "progredindo muito bem", apesar das negativas públicas de Teerã.
A reação do mercado financeiro foi imediata: os contratos futuros do petróleo WTI para maio despencaram mais de US$ 4/bl logo após a postagem, atingindo a mínima de US$ 89,51/bl, antes de apresentarem uma recuperação parcial para o patamar de US$ 93,78/bl. Lideranças iranianas, por sua vez, continuam contestando a existência de tratativas diplomáticas, classificando as declarações de Trump como uma tática de "pressão verbal" (jawboning) desenhada especificamente para forçar a queda nos preços globais da energia e criar uma divergência entre o mercado futuro e o mercado físico.
Trump reiterou estar em uma posição de negociação privilegiada, mencionando a liberação recente de carregamentos de óleo pelo Estreito de Ormuz como um sinal de que a crise energética pode ser resolvida via diálogo. Durante reunião de gabinete, o presidente americano minimizou o impacto da guerra na inflação de energia nos EUA e afirmou que são os iranianos que estão "implorando por um acordo". Caso as negociações não avancem conforme o esperado por Washington, o ataque às usinas geradoras de eletricidade ocorreria na madrugada de 7 de abril, no horário local de Teerã.
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