Trigo perde espaço para canola na Austrália Ocidental em meio à restrição de fertilizantes

Custos elevados de insumos devido à crise no Golfo e previsões de seca forçam produtores a priorizar culturas de menor exigência nutricional

Publicado em 17 de abril de 2026 às 22:54
Pedro

A área plantada com trigo na Austrália Ocidental, maior polo exportador do país, deve recuar de 4,45 milhões para 3,68 milhões de hectares na safra 2026/27, cedendo espaço para culturas de melhor retorno financeiro ou menor custo de produção. Segundo a Associação da Indústria de Grãos do estado (GIWA), a cevada e a canola devem ocupar cerca de 2 milhões de hectares cada, enquanto os tremoços (lupins) saltarão para 600 mil hectares por serem destinados à ração animal e exigirem significativamente menos fertilizantes. A retração do trigo reflete a pressão sobre as margens dos produtores, espremidos pelos baixos preços do cereal, pelas previsões de seca severa devido ao El Niño e pelo encarecimento dos insumos agrícolas — restrição de oferta diretamente agravada pela guerra no Irã. Em um cenário de incertezas, os agricultores optam por ajustes conservadores na rotação de culturas enquanto monitoram o desenrolar das tensões geopolíticas e climáticas globais.


⚠️ Essa análise é só um recorte.

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