Seca e calor reduzem safra de milho da UE para 50,1 mi de toneladas, o menor nível em duas décadas

Quebra severa atinge Hungria e Romênia; importações do bloco europeu devem crescer até 9% na temporada 2026/27.

Publicado em 4 de setembro de 2026 às 22:35
Atualizado em 4 de setembro de 2026 às 22:55
Pedro

O calor extremo e o déficit hídrico prolongado deterioraram fortemente o potencial produtivo das lavouras de milho no Centro e Leste Europeu. Estimativas da Comissão Europeia indicam que a safra de milho da União Europeia deve totalizar apenas 50,1 milhões de toneladas no ciclo atual — o menor volume registrado em quase vinte anos e cerca de 20% abaixo da média dos últimos três anos. O recuo expressivo na oferta regional deve forçar um aumento na dependência externa, com analistas da Expana projetando alta de 8% a 9% nas importações de milho pela UE na safra 2026/27.


O impacto climático é severo na Hungria, onde a produção é prevista em apenas 2,5 milhões de toneladas — menos de um terço dos patamares colhidos no biênio 2018–2019 —, forçando o país, historicamente exportador do cereal, a recorrer a compras externas. Na Romênia, a previsão de colheita gira em torno de 8 milhões de toneladas, menos da metade do apurado em 2018–2019; com isso, o potencial exportador romeno recuou para uma faixa entre 2,2 e 4,7 milhões de toneladas nos últimos anos, bem distante dos mais de 7 milhões de toneladas embarcados no início da década. A repetição das secas tem levado produtores de ambos os países a reavaliar a rotação de culturas em favor de variedades de inverno e girassol, ou a planejar aportes em irrigação, cuja viabilidade é limitada pela queda no nível dos rios, como o Danúbio.

Gostou do artigo? Compartilhe

Deixe um comentário

Comentários (0)

Ainda não há comentários.