Rússia eleva preços de referência e reduz pressão tributária sobre exportações de óleo e farelo de girassol
Medida governamental altera a base de cálculo mensal do imposto flutuante; país responde por 38% do fornecimento global do óleo
A Rússia, maior exportadora mundial de óleo de girassol, elevou os preços de referência utilizados para o cálculo das tarifas de exportação do óleo e do farelo da oleaginosa. A manobra técnica anunciada pelo governo tem como efeito prático a redução do montante final dos impostos cobrados nas operações comerciais externas desses produtos.
De acordo com o documento oficial publicado por Moscou, o preço-base utilizado para calcular o imposto de exportação sobre o óleo de girassol sofreu um reajuste de 82.500 rublos (cerca de US$ 1.092) para 90.750 rublos por tonelada métrica. No segmento de nutrição animal, o preço de referência para o farelo de girassol subiu de 15.875 rublos para 17.463 rublos por tonelada.
A tributação sobre as exportações do produto está em vigor na Rússia desde 2021, inicialmente implementada como um mecanismo de proteção ao mercado doméstico e garantia de abastecimento interno. O sistema opera como uma tarifa flutuante, que é recalculada e atualizada mensalmente com base nas cotações internacionais e na taxa de câmbio do rublo frente ao dólar americano.
O mecanismo, que teve sua vigência recentemente prorrogada até 31 de agosto de 2028, vinha pesando sobre a balança comercial. A taxa fixada para os embarques de abril bateu a marca de 16.222,4 rublos por tonelada, atingindo o patamar mais alto registrado desde fevereiro de 2025.
O impacto da flexibilização tarifária reverbera fortemente no cenário internacional devido à dominância do país no setor. Na última temporada, o óleo de girassol russo respondeu por 38% de todas as exportações globais. Segundo dados do centro estatal Agroexport, os maiores importadores do produto foram a Índia (25%), o Irã (22%) e a Turquia (22%). A presença russa também é expressiva no mercado de farelo de girassol, onde o país controla 30% do volume global, tendo a Turquia (36%) e a Bielorrússia (27%) como seus principais destinos comerciais. O mercado acompanha as estimativas por meio de parceiros e relatórios do setor privado, visto que o governo russo parou de publicar estatísticas oficiais consolidadas de exportação nos últimos anos.
⚠️ Essa análise é só um recorte.
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