Produtores franceses reduzem área de milho para cortar custos com fertilizantes e energia

Migração para o cultivo de girassol ganha força no sul da França como estratégia de sobrevivência diante da escalada dos insumos

Publicado em 26 de março de 2026 às 16:34
Pedro

Agricultores na França estão alterando o planejamento da safra de primavera, trocando o cultivo de milho pelo de girassol. A mudança é motivada pela necessidade de reduzir o uso de fertilizantes nitrogenados e o consumo de energia, itens que registraram forte alta de preços em decorrência do conflito no Oriente Médio. Como o girassol exige menos adubação e tem um custo de secagem inferior ao do milho, a cultura tornou-se uma alternativa para proteger as margens financeiras das fazendas.


O cenário é crítico especialmente na região sul do país, onde a cobertura de estoques de fertilizantes entre os produtores de milho é considerada baixa. Com a janela de semeadura do milho iniciando em abril, a expectativa é que uma área significativa seja convertida para oleaginosas nas próximas semanas. Esse movimento repete o comportamento observado em 2022, mas com um agravante: desta vez, os produtores enfrentam preços de venda dos grãos menos atrativos, o que comprime ainda mais a rentabilidade.


A pressão econômica atual é apontada por lideranças do setor como uma das mais severas da história. Além da troca de culturas, há uma tendência de aumento das terras em pousio para os próximos ciclos, com produtores optando por receber apenas os subsídios agrícolas da União Europeia em vez de arriscar o plantio com prejuízo. A viabilidade das safras futuras, incluindo a de 2027, já é colocada em dúvida caso os custos de produção não retornem a patamares gerenciáveis.

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