Produção de petróleo em Angola frustra expectativas e fica abaixo de antiga cota da Opep+
Após saída polêmica do bloco em 2023 sob alegação de restrições de volume, país africano amarga queda e não consegue superar 1,11 milhão de barris por dia
Apesar de um cenário externo favorável, Angola vem enfrentando dificuldades para alavancar sua indústria petrolífera e não tem conseguido superar o teto de 1,11 milhão de barris por dia. Em abril deste ano, a extração de petróleo no país ficou em apenas 1,03 milhão de barris diários, um volume que representa uma queda de 13% em comparação com o pico máximo de produção registrado pela nação africana ao longo dos últimos cinco anos.
O desempenho atual contrasta fortemente com as expectativas criadas no final de 2023, quando Angola anunciou sua saída ruidosa da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da aliança Opep+. Na ocasião, o governo angolano justificou o rompimento afirmando que a cota limite de 1,11 milhão de barris por dia imposta pelo cartel restringia seu potencial produtivo e que o país teria capacidade para extrair volumes significativamente maiores — uma projeção técnica que, meses após a ruptura, ainda não se concretizou na prática.
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