Sétima noite de ataques dos EUA agrava conflito e Irã intensifica retaliações no Oriente Médio

Ataques aéreos atingem rotas e infraestruturas aliadas, enquanto tráfego no Estreito de Ormuz despenca em meio a ameaças de uma guerra em grande escala

Publicado em 18 de julho de 2026 às 10:29
Pedro

O conflito entre Estados Unidos e Irã atingiu um novo patamar de intensidade, marcando a sétima noite consecutiva de bombardeios americanos. Os ataques dos EUA alvejaram pontes, um túnel rodoviário, instalações marítimas, locais de vigilância e armazéns subterrâneos de armas. Em resposta imediata, o Irã disparou mísseis e drones contra instalações ligadas aos EUA situadas na Jordânia, Kuwait e Bahrein. As defesas da Jordânia interceptaram 10 mísseis na madrugada de sábado, enquanto no Kuwait o ataque resultou em feridos e danos a uma usina de energia e dessalinização.


A crise transbordou severamente para a logística global e rotas comerciais. Forças iranianas interceptaram ou atacaram diversas embarcações nas proximidades do Estreito de Ormuz, provocando uma queda brusca no tráfego marítimo da região e elevando continuamente o número de mortes entre marinheiros comerciais. Em paralelo, Washington está enviando dezenas de aeronaves de reabastecimento adicionais para Israel, enquanto a administração Trump avalia expandir os bombardeios para atingir usinas de energia, instalações nucleares e outras infraestruturas críticas do Irã.


O cenário diplomático e militar aponta para uma deterioração rápida da segurança regional. Um conselheiro do aiatolá Ali Khamenei alertou publicamente que o Irã pode dar início a "operações ofensivas em grande escala" caso a campanha militar dos EUA não seja interrompida. Endossando a retórica bélica, legisladores iranianos já defendem a execução de ataques retaliatórios diretos contra as infraestruturas dos países aliados de Washington.

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