PIB do agronegócio brasileiro cresce 12,2% em 2025 e atinge marca histórica de R$ 3,2 trilhões

Setor amplia sua participação para mais de 25% da economia nacional; expansão foi puxada pelo segmento primário e pela disparada na agroindústria pecuária

Publicado em 27 de abril de 2026 às 22:51
Pedro

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro encerrou o ano de 2025 com um crescimento expressivo de 12,20% em comparação ao ano anterior. De acordo com o levantamento realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o setor alcançou a cifra de R$ 3,20 trilhões. Com esse resultado robusto, a fatia do agronegócio na economia nacional deu um salto significativo, passando de 22,9% em 2024 para 25,13% em 2025.


No detalhamento do montante financeiro, o ramo agrícola manteve a liderança e foi responsável por R$ 2,06 trilhões do total, enquanto o ramo pecuário contribuiu com R$ 1,14 trilhão (a preços do quarto trimestre). Segundo os pesquisadores do Cepea/CNA, a consolidação desse forte avanço anual reflete a continuidade do movimento de expansão iniciado no segundo semestre de 2024. A combinação de excelentes resultados no campo impulsionou o volume agregado do setor (PIB-volume) em 6,76%, enquanto a elevação dos preços reais garantiu o reforço financeiro do balanço. Contudo, a entidade ressalta que o ritmo de crescimento perdeu parte de sua força no decorrer dos trimestres de 2025, pressionado por quedas sucessivas nas cotações no decorrer do ciclo.


Desempenho por Segmentos da Cadeia Produtiva:


Setor Primário: Foi um dos grandes motores do crescimento, registrando uma alta expressiva de 17,06%. O avanço foi sustentado tanto pela maior produção agrícola — com forte destaque para as safras de milho e café — quanto pela combinação favorável de alta produção e preços elevados na pecuária "dentro da porteira".


Insumos: O segmento cresceu 5,37% no acumulado do ano. A alta foi garantida pela frente agrícola, impulsionada pelas vendas de fertilizantes, defensivos e maquinário. Em contrapartida, os insumos de base pecuária recuaram, afetados diretamente pela queda no valor da produção da indústria de rações.


Agroindústria: O desempenho industrial foi marcado pela heterogeneidade. A agroindústria de base agrícola apresentou um recuo de 3,33%, pressionada pela queda dos preços industriais. No caminho inverso, as atividades de base pecuária dispararam 36,54%, fortemente influenciadas pela valorização dos produtos e pela expansão produtiva.


Agrosserviços: Acompanhando o fluxo de produção, o setor de serviços atrelados ao agronegócio obteve um crescimento significativo de 13,76%, refletindo, principalmente, a alta movimentação logística e comercial gerada pelo dinamismo da pecuária ao longo do ano.

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