Óleo de palma fecha semana em alta na Malásia a US$ 1.220/t (R$ 6.210/t) sob temores climáticos com El Niño

Contrato futuro na Bursa Malaysia avança 0,76% na semana diante de riscos de oferta no Sudeste Asiático; concorrentes externos e petróleo em queda limitam ganhos.

Publicado em 4 de setembro de 2026 às 22:36
Atualizado em 4 de setembro de 2026 às 22:42
Pedro

Os contratos futuros de óleo de palma encerraram a semana em alta na Malásia, impulsionados pela apreensão do mercado em relação aos potenciais impactos climáticos do fenômeno El Niño sobre o rendimento das lavouras na Malásia e na Indonésia, os dois maiores produtores globais da commodity. No pregão de 4 de setembro, o contrato com vencimento para novembro na Bursa Malaysia registrou avanço diário de 0,55%, cotado a 4.931 ringgits por tonelada — equivalente a US$ 1.220/t ou cerca de R$ 6.210/t —, acumulando uma valorização de 0,76% no balanço semanal sob a perspectiva de oferta global mais restrita no médio prazo.


O movimento altista ocorreu na contramão das perdas observadas nos mercados de óleos vegetais concorrentes e no setor energético. Na bolsa de Dalian (China), o contrato mais ativo de óleo de soja recuou 0,19%, enquanto a posição de óleo de palma caiu 0,39%; paralelamente, os futuros de óleo de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) recuaram 0,46%. Ao mesmo tempo, o enfraquecimento das cotações internacionais do petróleo bruto reduziu a atratividade do óleo de palma como matéria-prima para biocombustíveis, embora os riscos geopolíticos de suprimento no Oriente Médio ainda ofereçam suporte às cotações energéticas. No front estrutural, a estatal indonésia de plantio Agrinas Palma Nusantara anunciou planos para elevar sua produção para 1,5 milhão de toneladas no próximo ano, enquanto a Indonésia segue avançando na estruturação de uma nova bolsa de mercadorias para fortalecer sua governança na formação global de preços.

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