Nova Autoridade Iraniana Divulga Estatísticas Inéditas Sobre o Tráfego Marítimo no Estreito de Ormuz

Dados da recém-criada PGSA revelam que mais de 300 navios estrangeiros já pagaram pedágio para cruzar a via; relatório destaca o domínio do transporte de petróleo e a forte dependência do mercado asiático.

Publicado em 2 de junho de 2026 às 23:30
Atualizado em 3 de junho de 2026 às 00:36
Pedro

Segundo dados publicados recentemente pela recém-criada PGSA, mais de 300 navios estrangeiros já pagaram pedágio para cruzar a via; relatório destaca o domínio do transporte de petróleo e a forte dependência do mercado asiático.


A recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (do inglês, Persian Gulf Strait Authority - PGSA), um novo órgão governamental estabelecido pelo Irã, divulgou nas últimas semanas um relatório estatístico detalhando o fluxo de embarcações que atravessaram o estratégico Estreito de Ormuz.


De acordo com as informações repassadas de forma oficial pela própria PGSA, o órgão tem assumido um papel ativo no monitoramento da região. Desde a criação da autarquia, a autoridade relatou que mais de 300 navios não iranianos cruzaram o Estreito de Ormuz em coordenação direta com o Irã e mediante o pagamento de pedágios para a travessia.


Os dados divulgados pela entidade oferecem um panorama minucioso sobre o perfil das embarcações e as rotas comerciais no Golfo Pérsico, reafirmando a importância vital da via para a segurança energética e o comércio global.


Perfil das Embarcações

As estatísticas da PGSA apontam que o transporte de hidrocarbonetos continua dominando a região. Dos navios que solicitaram passagem pelo estreito, quase a metade são Petroleiros (42%). Em seguida, o tráfego é composto majoritariamente por Graneleiros (27%), Porta-contêineres (11%) e Transportadores de GNL (Gás Natural Liquefeito), que representam 8% das travessias. Embarcações de Carga Geral (6%), Navios de Serviço (4%), Embarcações de Recreio (2%) e Outros (1%) completam o fluxo.


Destinos de Entrada no Golfo Pérsico

O levantamento do órgão iraniano também mapeou o destino final dos navios que adentram as águas do Golfo Pérsico. As importações e o comércio regional são fortemente direcionados aos Emirados Árabes Unidos (34%) e ao Catar (31%), que juntos concentram quase dois terços do tráfego de entrada. O Iraque é o destino de 17% das embarcações, seguido pelo Kuwait (10%). A Arábia Saudita e Omã recebem, cada um, 3% dos navios que entram no Golfo.


Destinos de Saída e a Dependência Asiática

Por outro lado, os dados da PGSA sobre as embarcações que solicitam saída do Golfo Pérsico ilustram claramente a direção das exportações do Oriente Médio, com uma forte inclinação para o mercado asiático. A China lidera como o destino final isolado de 28% das embarcações que deixam o Golfo.


Quando somados o restante da Ásia (23%, excluindo China e Índia) e a Índia (19%), nota-se que 70% de todo o tráfego de saída tem o continente asiático como destino. Fora dessa esfera, a Europa é o destino final de 12% dos navios, enquanto o continente Africano recebe 10%. O restante do mundo representa os 8% finais.

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