Normalização energética no Oriente Médio pode levar até um ano após o fim dos conflitos, alerta CEO da Adnoc

Sultan al-Jaber destaca que o retorno aos fluxos plenos só ocorreria em 2027 e defende investimentos em rotas alternativas e redundância logística

Publicado em 20 de maio de 2026 às 22:05
Pedro

Mesmo diante de um eventual encerramento das hostilidades entre EUA-Israel e o Irã, a recuperação total dos suprimentos de energia globais deve se estender até meados de 2027. O alerta foi feito pelo CEO da estatal Adnoc, Sultan al-Jaber, que estimou um prazo de pelo menos quatro meses após o fim do conflito para que os fluxos atinjam 80% dos níveis anteriores à crise. Segundo o executivo, o retorno à capacidade operacional plena será um processo lento e variável, dependendo do nível de dano em cada infraestrutura específica, com algumas instalações exigindo meses para reparo.


A resiliência logística tornou-se o foco central da estratégia da petroleira dos Emirados Árabes Unidos. Com o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz pelo Irã, a Adnoc acelerou a construção de um novo oleoduto para o porto de Fujairah — localizado fora do ponto de estrangulamento —, que já ultrapassou 50% de conclusão. Al-Jaber enfatizou que a segurança energética agora depende menos da capacidade de produção e mais da diversificação de rotas e armazenamento. Em sua visão, o setor enfrenta um cenário de subinvestimento crônico, defendendo que a capacidade ociosa global deveria subir para 5 milhões de bpd e que os estoques de cobertura precisam dobrar para garantir a estabilidade do mercado, que deve manter uma demanda acima de 100 milhões de bpd até a década de 2040.

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