Maaden Registra Lucro de US$ 436 Milhões no 1º Trimestre de 2026 com Forte Alta na Produção de Fosfatados
Receita da mineradora subiu para US$ 2,3 bilhões; segmento de fosfato cresceu 9% em volume, embora os altos custos do enxofre e interrupções logísticas tenham pressionado as margens operacionais.
A mineradora saudita Maaden encerrou o primeiro trimestre de 2026 com uma receita de US$ 2,3 bilhões e um EBITDA de US$ 964 milhões, registrando crescimentos anuais de 3% e 4%, respectivamente, além de um lucro líquido de US$ 436 milhões, o que representa uma alta de 6%. O destaque produtivo do período foi o segmento de fosfatados, cuja produção de DAP (Fosfato Diamônico) saltou 9% na comparação anual, alcançando 1.713 kmt e mantendo a força da produção recorde atingida em 2025. Contudo, o forte ritmo operacional encontrou desafios comerciais: cerca de um quarto de toda a produção de DAP do trimestre não foi vendida e a receita específica da divisão de fosfatos recuou 11%, fechando em US$ 1,059 bilhão, impactada também por custos elevados de enxofre e pela paralisação de dois ativos de amônia.
As condições do mercado de fosfatados se fortaleceram ao longo do trimestre, com os preços sendo sustentados por restrições de exportações da China, cortes na produção global e interrupções logísticas contínuas. Vale ressaltar que o relatório oficial não faz nenhuma menção explícita à guerra, limitando-se a citar que a companhia monitora uma "situação em constante evolução" e foca na continuidade dos negócios. O CEO da Maaden, Bob Wilt, elogiou o desempenho sólido e estável da empresa diante das circunstâncias do trimestre, reforçando o compromisso com a segurança e a resiliência das operações.
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