JBS alcança faturamento recorde de US$ 86 bilhões em 2025 impulsionado por aves e operação na Austrália
Lucro anual cresce 15% apesar da pressão no ciclo pecuário dos EUA; Friboi registra volume histórico de processamento no Brasil
A JBS encerrou o ano de 2025 com uma receita líquida consolidada recorde de US$ 86,18 bilhões, um avanço de 12% em relação ao ano anterior. O lucro líquido anual saltou 15%, totalizando US$ 2,02 bilhões, desempenho sustentado pela força das operações de aves e pelo resultado positivo na Austrália. Esses pilares foram fundamentais para compensar a deterioração do ciclo pecuário no mercado norte-americano, que pressionou as margens da divisão de bovinos nos Estados Unidos ao longo de todo o ano.
No recorte do quarto trimestre de 2025, o lucro líquido ficou em US$ 415 milhões, apresentando estabilidade (alta de 1%) frente ao mesmo período de 2024. A receita do trimestre acompanhou o ritmo de crescimento anual, somando US$ 23,06 bilhões (+15%). Entretanto, o EBITDA trimestral recuou 7%, fixando-se em US$ 1,72 bilhão, o que levou a margem EBITDA para 7,4%. Segundo o CEO global, Gilberto Tomazoni, a resiliência da plataforma diversificada da companhia, tanto em termos geográficos quanto de proteínas, foi o diferencial para manter a solidez operacional diante dos desafios setoriais.
Na operação brasileira, a JBS reportou uma margem EBITDA de 6,2% em 2025. A divisão Friboi foi o grande destaque doméstico, alcançando o maior volume de processamento de sua história. Esse resultado foi impulsionado pela demanda aquecida tanto no mercado interno quanto nas exportações, além de uma estratégia focada em produtos de maior valor agregado, como a linha Friboi+. A empresa atribui o desempenho à execução comercial consistente e à força da marca, que conseguiu ampliar sua presença mesmo em um cenário global de custos de insumos voláteis.
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