Irã rejeita proposta de paz dos EUA e impasse em Ormuz trava negociações
Teerã classifica plano de 15 pontos como "injusto" enquanto Trump adota tom de ultimato sobre o futuro do conflito
Uma alta autoridade iraniana classificou como "unilateral e injusta" a proposta dos Estados Unidos para encerrar as quatro semanas de combates no Oriente Médio. O plano, transmitido a Teerã por mediadores do Paquistão, foi analisado detalhadamente na noite de quarta-feira por oficiais graduados e representantes do Líder Supremo. Segundo o governo iraniano, o documento atende apenas aos interesses americanos e israelenses, carecendo dos requisitos mínimos para o sucesso. Entre os 15 pontos exigidos por Washington estariam o desmantelamento do programa nuclear, restrições ao arsenal de mísseis e a entrega do controle sobre o Estreito de Ormuz.
O presidente Donald Trump reagiu duramente, utilizando sua rede social para alertar que os líderes iranianos "deveriam levar as conversas a sério logo, antes que seja tarde demais". Trump afirmou que o Irã estaria "implorando" por um acordo, embora o Ministério das Relações Exteriores de Teerã negue qualquer intenção de negociar sob as atuais condições. O presidente americano reforçou que, caso a janela diplomática se feche, "não haverá volta", mantendo a pressão militar sobre o país.
Apesar do tom agressivo de ambos os lados, Teerã indicou que a diplomacia ainda não foi totalmente descartada, sugerindo que um caminho pode ser encontrado se houver maior "realismo" por parte de Washington. No entanto, as exigências iranianas endureceram: o país agora demanda garantias contra futuras ações militares, compensações financeiras pelas perdas da guerra e o controle formal do Estreito de Ormuz. Além disso, fontes regionais indicam que o Irã incluiu a exigência de que o Líbano seja contemplado em qualquer acordo de cessar-fogo.
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