Irã oferece fim do bloqueio no Estreito de Ormuz em troca de suspensão de embargo dos EUA e fim da guerra
Proposta mediada pelo Paquistão sugere adiar debate nuclear, mas deve enfrentar resistência de Donald Trump em meio à pressão dos preços do petróleo
O Irã propôs colocar fim ao seu estrangulamento no Estreito de Ormuz em troca do levantamento do bloqueio imposto pelos Estados Unidos e do fim da guerra. Segundo dois oficiais da região que se pronunciaram nesta segunda-feira, a oferta sugere que as discussões mais amplas sobre a questão do programa nuclear iraniano sejam deixadas para uma fase posterior das negociações.
A proposta foi repassada aos americanos com a mediação do Paquistão, mas a perspectiva é de que o presidente dos EUA, Donald Trump, dificilmente aceite a oferta. A avaliação diplomática é de que o acordo nos moldes sugeridos deixaria sem solução as divergências centrais que levaram os Estados Unidos e Israel a entrarem em guerra contra o país no dia 28 de fevereiro.
Com um frágil cessar-fogo em vigor, Washington e Teerã travam um impasse estratégico e econômico sobre a via marítima, responsável pelo trânsito de um quinto de todo o petróleo e gás comercializado no mundo em tempos de paz. O bloqueio norte-americano foi desenhado para asfixiar o Irã, impedindo o país de vender seu petróleo e privando-o de receitas cruciais, em uma manobra que tem o potencial de forçar Teerã a paralisar sua produção por falta de capacidade física de armazenamento.
Em contrapartida, o fechamento prolongado do estreito também exerce uma pressão severa sobre o próprio governo Trump. A crise disparou os preços globais do petróleo e da gasolina nos EUA em um momento político sensível, antecedendo as cruciais eleições de meio de mandato (midterms). O cenário também asfixia os aliados americanos no Golfo Pérsico, que dependem diretamente do canal para exportar a sua própria produção de energia ao mercado internacional.
⚠️ Essa análise é só um recorte.
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