Irã condiciona fim das hostilidades a "garantias" contra novos ataques
Presidente Pezeshkian exige cessação de ofensivas dos EUA e Israel para normalizar tráfego no Estreito de Ormuz
Em um movimento diplomático decisivo na noite de 31 de março, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que Teerã possui a "vontade necessária" para encerrar o atual conflito, mas exige garantias plenas e inegociáveis de que o país não sofrerá novas agressões no futuro. Em conversa com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, Pezeshkian destacou que a normalização da região depende da interrupção dos ataques aéreos liderados pelos EUA e Israel, que já entram em sua quinta semana. O líder iraniano reforçou que o bloqueio no Estreito de Ormuz é uma resposta direta às ações hostis e que a via permanece restrita apenas a navios ligados aos "agressores e seus apoiadores".
Enquanto o Irã mantém as retaliações contra infraestruturas críticas e ativos de energia no Golfo — o que tem estrangulado a oferta global de fertilizantes, petróleo e GNL —, o governo iraniano começou a liberar a passagem para nações neutras. Países como Malásia, Tailândia e Paquistão já receberam garantias de livre trânsito para suas embarcações, sinalizando que o Irã busca isolar o impacto econômico apenas aos seus oponentes diretos.
Paralelamente, o presidente Donald Trump surpreendeu ao declarar, também no final de 31 de março, que as forças americanas poderiam deixar o Irã em um prazo de duas a três semanas. Trump afirmou que o fim da guerra não depende mais de um acordo formal ("deal") com Teerã, uma mudança de postura significativa que pode sinalizar o encerramento da campanha militar. Embora o Irã negue qualquer negociação em curso, o possível recuo dos EUA e a exigência de garantias de segurança por parte de Teerã colocam o mercado de commodities em alerta para uma potencial desescalada das tensões nas próximas semanas.
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