Boletim Logístico (15/05): Catar normaliza uso de AIS em Ras Laffan enquanto gargalos operacionais persistem no Golfo
Terminais iraquianos mantêm exportações paralisadas e congestionamento afeta atracação de graneleiros nos Emirados Árabes Unidos
A atualização do cenário operacional dos portos no Oriente Médio nesta sexta-feira, 15 de maio, indica a manutenção das restrições logísticas que impactam a cadeia de suprimentos de energia e commodities. Enquanto o Catar formaliza o retorno pleno da navegação sem restrições de rastreamento, outros polos cruciais continuam lidando com congestionamentos físicos e protocolos de segurança elevados que ditam o ritmo do escoamento regional.
Abaixo, o detalhamento atualizado do fluxo nas principais praças:
• Catar e Bahrein: A QatarEnergy emitiu um aviso confirmando o cancelamento imediato de todas as restrições operacionais do sistema de identificação automática (AIS) no terminal de Ras Laffan, orientando que o equipamento deve permanecer ligado normalmente. No Bahrein, as operações da APM Terminals seguem restritas à janela diurna (das 06h às 18h) e a BAPCO mantém suas atividades suspensas.
• Emirados Árabes Unidos: A infraestrutura portuária de Fujairah continua operando sob forte pressão. Com o berço 6 inativo para manutenção, o tempo de espera para a atracação de navios graneleiros, carga geral e ro-ro permanece estimado em três semanas. A área offshore mantém o alerta de alto risco devido à interferência e bloqueio contínuo do sinal de GPS. Os portos petrolíferos de Ruwais operam sob nível de segurança elevado (ISPS Nível 2).
• Iraque e Kuwait: O fluxo de cargas flui normalmente pelos portos iraquianos de Umm Qasr e Khor al Zubair, contudo, as operações de exportação nos terminais petrolíferos de Basrah e SPM Somo seguem totalmente paralisadas. Como medida preventiva, o Kuwait mantém a suspensão das permissões de entrada para embarcações estrangeiras provenientes de portos do Iraque.
• Omã: As operações portuárias ocorrem em sua totalidade, com a exigência de submissão de declaração formal atestando a ausência de cargas perigosas a bordo. No terminal de petróleo bruto de Mina Al Fahal, a atracação continua estritamente condicionada ao uso de hodômetro Doppler funcional para contornar as falhas de sinal de GPS na região.
• Egito, Jordânia e Israel: O fluxo logístico segue inalterado. O Canal de Suez e o porto de Aqaba operam sem disrupções. Em Israel, os portos trabalham em capacidade total, mantendo apenas os limites físicos de armazenamento e a necessidade de verificação prévia de espaço em pátio para o descarregamento de veículos em Haifa e Ashdod.
Fonte: Lloyd list
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