Irã avalia usar houthis para pressionar rotas no Mar Vermelho após escalada em Ormuz
Ameaça de bloqueio a caminho do Canal de Suez pode elevar petróleo a US$ 200 e impactar fornecimento de amônia, enxofre e GNL para a Europa
Após a recente escalada de tensões no Estreito de Ormuz, o Irã considera a possibilidade de intensificar a pressão sobre o transporte marítimo global também através do Mar Vermelho. De acordo com a agência de notícias Reuters, Teerã pode acionar seus aliados houthis, baseados no Iêmen, para criar uma ameaça direta à rota estratégica que leva ao Canal de Suez.
Um oficial iemenita declarou à agência que as forças rebeldes estão preparadas para bloquear a rota caso a Arábia Saudita dê continuidade aos bombardeios contra o Iêmen. Segundo a autoridade, a concretização de um bloqueio logístico nessa magnitude poderia fazer com que o preço do barril de petróleo disparasse para a marca de US$ 200.
As passagens do Estreito de Ormuz e do Mar Vermelho representam artérias logísticas críticas para o mercado internacional, por onde transitam remessas fundamentais de amônia, enxofre e Gás Natural Liquefeito (GNL) destinadas, em grande parte, ao abastecimento da Europa.
Uma nova onda de instabilidade agravaria uma situação já fragilizada. Ataques anteriores orquestrados pelos houthis no Mar Vermelho já forçaram grandes companhias de navegação a desviar suas frotas para o contorno do continente africano — uma manobra de contingência que eleva de forma expressiva os custos de frete marítimo e os prazos globais de entrega.
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