Importações de alimentos na África Subsaariana devem saltar 55% até 2035, projetam FAO e OCDE
Crescimento populacional e mudança nos hábitos de consumo impulsionam a demanda da região, abrindo novas oportunidades para exportadores do agronegócio
A África Subsaariana deve aumentar suas importações líquidas de alimentos em 55% até o ano de 2035, uma vez que o rápido crescimento populacional continua a superar a capacidade da produção agrícola doméstica. A previsão, publicada conjuntamente pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), projeta que a participação dos alimentos importados no consumo total da região subirá da atual faixa de 20% (referente ao período 2023–2025) para 22% até 2035.
Na base da dieta regional, os cereais continuarão sendo fundamentais, com o milho mantendo a sua posição como a principal cultura de subsistência. Ao mesmo tempo, projeta-se que o aumento da urbanização e a melhoria na renda das famílias impulsionem fortemente a procura por arroz, açúcar e produtos de origem animal. A estimativa das entidades é de que o consumo geral de carne em toda a região registre um crescimento robusto de aproximadamente 32% no período analisado.
Além desse avanço no setor de proteínas terrestres, a expectativa é de que a África Subsaariana registre o crescimento mais rápido no consumo de frutos do mar em todo o mundo, com uma alta de quase 20% até 2035 — índice que representa quase o dobro da média global. Essa demanda alimentar em constante e acelerada expansão está consolidando a região como um dos mercados globais mais promissores para os exportadores do agronegócio.
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