IBGE prepara o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola para 2027
Levantamento obrigatório alcança todas as propriedades rurais do país e implementa sistema de preenchimento online a partir do final de 2026
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já está nos preparativos para o Censo Agropecuário 2027, a investigação mais completa sobre a estrutura e a produção do campo brasileiro. A pesquisa, oficialmente chamada de 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, tem participação obrigatória para todos os estabelecimentos rurais do país. Isso abrange desde pequenos quintais de subsistência até grandes lavouras comerciais, sem exceções. O tamanho da área, a forma jurídica e até mesmo a localização em zona urbana não isentam a propriedade da contagem, podendo um único estabelecimento reunir terras próprias, arrendadas, ocupadas ou em parceria. Quem organizar seus documentos e dados antecipadamente conseguirá responder de forma mais rápida e com menor margem de erro.
Para reduzir custos operacionais e o tempo das entrevistas presenciais, o IBGE reformulou o método de coleta e digitalizou a fase inicial do processo. O calendário oficial estabelece que o serviço de atualização cadastral ficará disponível ao produtor a partir de novembro de 2026, com essa etapa online correndo de outubro de 2026 a fevereiro de 2027. Na sequência, o preenchimento completo do questionário via internet vai de março a setembro de 2027. A fase de coleta presencial, realizada por milhares de recenseadores equipados com tablets de 10 polegadas e sistemas de imagens de sensoriamento remoto, acontecerá entre junho e outubro de 2027. Os resultados preliminares do Censo serão divulgados em dezembro de 2027, e a publicação dos dados definitivos está marcada para dezembro de 2028.
O questionário desta edição mantém a comparação temática com o último Censo, realizado em 2017, funcionando como uma verdadeira vistoria oficial da atividade rural que é guiada por imagens de satélite avaliadas antes mesmo da visita. O levantamento investigará o total de estabelecimentos, a distribuição e o uso das terras, as características sociodemográficas do produtor e o emprego de mão de obra. Além disso, a pesquisa mapeará as práticas agrícolas, o uso de maquinário, a capacidade de armazenamento, o tamanho do rebanho, o volume da produção vegetal, os investimentos realizados, os financiamentos tomados e a presença de agroindústria rural na propriedade.
Para refletir as transformações mais recentes na dinâmica do agronegócio e do campo, o 12º Censo Agropecuário também estreia quatro novas frentes de investigação. A partir de 2027, o levantamento passará a apurar o planejamento e a sucessão familiar na gestão do produtor rural e questões atreladas ao meio ambiente e a perdas de produção. Além disso, o questionário incluirá o mapeamento do destino municipal para onde a produção vendida está sendo escoada e avaliará a adoção de tecnologias modernas no campo, como o uso de drones, máquinas de agricultura de precisão e plataformas digitais.
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