FMC vende 20% de participação ao grupo belga Tessenderlo por US$ 400 milhões

Transação conclui plano estratégico da multinacional americana para reduzir endividamento; negócio fortalece presença da Tessenderlo no setor de defensivos

Publicado em 1 de julho de 2026 às 19:49
Pedro

A multinacional americana de defensivos agrícolas FMC anunciou um acordo para a venda de 20% de suas ações ao grupo belga Tessenderlo por US$ 400 milhões, com as ações negociadas a US$ 13,30 cada. A transação tem como objetivo principal amortizar passivos e auxiliar a companhia na meta de reduzir seu endividamento geral em aproximadamente US$ 1 bilhão, marcando a conclusão de um plano de revisão estratégica anunciado em fevereiro de 2026 para fortalecer seu balanço financeiro. A FMC vinha sob forte pressão após registrar um prejuízo líquido de US$ 2,238 bilhões ao final de 2025, em contraste com o lucro do ano anterior, e ver sua dívida líquida saltar para US$ 4,074 bilhões.


Para reverter esse quadro e garantir liquidez ao longo dos últimos meses, a empresa norte-americana executou uma série de medidas de capitalização, que incluíram a venda e posterior arrendamento de uma propriedade em Newark por US$ 114 milhões, um acordo de fornecimento e licenciamento com a Corteva com pagamento antecipado de US$ 200 milhões, a venda de suas atividades comerciais na Índia por US$ 252 milhões e a captação de US$ 1,2 bilhão via emissão de títulos de dívida. Segundo Pierre Brondeau, diretor-presidente e presidente do Conselho de Administração da FMC, a venda da participação minoritária foi resultado de um processo criterioso que assegura o avanço do portfólio de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da companhia operando de forma independente.


Do lado comprador, a aquisição expande fortemente a presença do Tessenderlo Group no agronegócio, setor onde já atua há mais de 70 anos no fornecimento de fertilizantes. De acordo com o diretor-presidente da empresa europeia, Luc Tack, a compra das ações da FMC representa uma oportunidade atraente de longo prazo, apostando no potencial de inovação da marca norte-americana e no desenvolvimento de uma nova geração de moléculas próprias, que prometem renovar o portfólio e fortalecer a posição competitiva da companhia no mercado global de defensivos.

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