EUA e Irã confirmam reabertura do Estreito de Ormuz; bloqueio a portos iranianos segue ativo

Acordo derruba preços do petróleo em 13% e deve liberar fila de 120 navios-tanque; Trump afirma que minas marítimas estão sendo removidas com ajuda americana

Publicado em 17 de abril de 2026 às 15:40
Pedro

Os governos dos Estados Unidos e do Irã confirmaram conjuntamente nesta sexta-feira (17) que o Estreito de Ormuz está "completamente aberto" para embarcações comerciais durante a vigência do atual cessar-fogo. Logo após o anúncio do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, o presidente dos EUA, Donald Trump, endossou a reabertura. No entanto, Trump enfatizou que o bloqueio naval americano imposto especificamente aos portos iranianos permanecerá em pleno efeito até que "nossa transação com o Irã esteja 100% concluída". Segundo o presidente, os termos desse acordo envolvem a entrega aos EUA de todo o "pó nuclear" remanescente no país asiático, em referência às instalações de urânio enriquecido.


A notícia trouxe alívio imediato aos mercados globais de energia. Os contratos futuros do petróleo Brent recuaram vertiginosamente, caindo mais de 13% e sendo negociados a US$ 86,26 o barril na manhã de sexta-feira. Segundo estimativas da Agência Internacional de Energia (AIE), a liberação da passagem permitirá a partida de cerca de 120 navios-tanque carregados que estavam retidos no Golfo Pérsico, acalmando o comércio internacional. Paralelamente à reabertura geral da via, o Comando Central dos EUA confirmou a manutenção estrita do seu bloqueio específico ao Irã, relatando que 19 navios mercantes já obedeceram às ordens de retornar aos portos iranianos, sem registros de evasão.


Para garantir a segurança do tráfego internacional recém-liberado, as embarcações utilizarão uma "rota coordenada" estabelecida pelo Irã. Donald Trump revelou que minas marítimas presentes no estreito estão sendo removidas com o apoio dos Estados Unidos e afirmou que autoridades iranianas concordaram em "nunca" mais utilizar o fechamento da passagem — por onde flui cerca de 20% do petróleo global — como uma arma.


No campo geopolítico, as narrativas sobre as motivações divergem: enquanto o chanceler iraniano atrelou a abertura da via à recente trégua estabelecida no Líbano, Trump negou categoricamente qualquer ligação entre os dois eventos. O presidente americano também informou ter rejeitado uma oferta de ajuda da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) para patrulhar e estabilizar o estreito, declarando que a aliança militar é "inútil quando se precisa dela".


⚠️ Essa análise é só um recorte.

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