EUA disparam 49 mísseis Tomahawk contra o Irã e Teerã retalia com ataques a navios no Estreito de Ormuz

Escalada militar expõe colapso de cessar-fogo e Trump ameaça novos bombardeios caso acordo de paz não seja assinado

Publicado em 11 de junho de 2026 às 01:22
Pedro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o disparo de 49 mísseis Tomahawk e a realização de bombardeios com caças contra o território iraniano, em uma operação que acompanhou diretamente da Sala de Situação da Casa Branca. Segundo a emissora Fox News, os alvos mais próximos foram atingidos a cerca de 64 quilômetros de Teerã. Trump declarou que a atual rodada de bombardeios terminaria em breve, mas emitiu um duro alerta diplomático e militar: caso o Irã não assine rapidamente um acordo de paz, os Estados Unidos escalarão ainda mais as ofensivas. O Comando Central dos EUA (Centcom) descreveu a nova onda de bombardeios, iniciada nesta quarta-feira, como "ataques de autodefesa" em resposta à contínua agressão iraniana, situação que se agravou consideravelmente após o abate de um helicóptero militar norte-americano na terça-feira.


Em retaliação imediata à forte movimentação americana, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou ter atacado dois navios na região do Estreito de Ormuz. A mídia estatal iraniana chegou a declarar que a hidrovia estratégica havia sido completamente fechada para todos os tipos de embarcações. O Centcom, no entanto, contestou a afirmação, assegurando que os navios comerciais continuam transitando pelo estreito, apesar da hostilidade cruzada. Em meio ao caos militar na região, fortes explosões também foram reportadas na ilha de Qeshm, no Golfo Pérsico, e em cidades costeiras estratégicas como Bandar Abbas e Sirik, evidenciando o alcance geográfico da troca de ataques.


A intensificação dos confrontos bélicos escancara o colapso do frágil cessar-fogo firmado em abril e o profundo impasse nas negociações. Antes dos lançamentos americanos, Trump utilizou a rede social Truth Social para afirmar que os líderes iranianos demoraram muito para negociar um acordo. Na mesma linha, o Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, reforçou que as bombas continuariam caindo sobre instalações importantes porque o país rival não aproveitou a chance de selar um pacto definitivo. Em contrapartida, o Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou Washington de prejudicar a via diplomática com mensagens contraditórias, e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, assegurou que o país se manterá firme contra qualquer pressão ou ameaça militar. Diante da rápida deterioração tática da segurança no Oriente Médio, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que o risco de o atual estágio de atrito se transformar em uma guerra total não deve ser minimizado, exigindo o fim imediato dos ataques e um esforço real para uma resolução diplomática.

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