EUA anunciam bloqueio naval a portos iranianos e petróleo salta para US$ 102 o barril

Medida entra em vigor nesta segunda-feira (13) em resposta ao fracasso nas negociações de paz; Irã ameaça retaliar estimulando novos ataques no Mar Vermelho

Publicado em 13 de abril de 2026 às 11:36
Atualizado em 13 de abril de 2026 às 11:52
Pedro

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou que iniciará, a partir das 10h (horário do leste dos EUA) desta segunda-feira (13), um bloqueio naval rigoroso contra embarcações de todas as nações que tentem entrar ou sair de portos iranianos, abrangendo o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. A decisão drástica é uma resposta direta ao colapso das maratonas de negociações de paz realizadas no fim de semana em Islamabad. Segundo as forças americanas, a operação não impedirá a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz para navios que se dirijam a portos não iranianos.


A escalada do conflito gerou pânico imediato nos mercados de energia. Com o anúncio do bloqueio, os contratos futuros do petróleo Brent saltaram cerca de 8,8% nas negociações asiáticas, atingindo US$ 102,60 por barril. Além do cerco naval, o presidente Donald Trump ameaçou interceptar qualquer navio em águas internacionais que tenha pago pedágios a Teerã (estimados em US$ 1 por barril para petroleiros), declarando que "ninguém que pague um pedágio ilegal terá passagem segura em alto mar".


O impasse diplomático no Paquistão, após 21 horas de discussões, expôs exigências irreconciliáveis. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, culpou o Irã por se recusar a abdicar das ferramentas necessárias para desenvolver armas nucleares. Já a delegação iraniana, liderada por Mohammad Bagher Ghalibaf, atribuiu o fracasso à falta de confiança mútua e reforçou suas pré-condições não atendidas: o fim das operações militares israelenses no Líbano e o desbloqueio de ativos financeiros iranianos mantidos no exterior.


No plano logístico, o Estreito de Ormuz segue como o principal gargalo global. Enquanto o Pentágono afirma ter enviado contratorpedeiros para limpar minas navais instaladas pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), o Irã alertou que novas incursões militares americanas gerarão resposta armada. Ampliando o risco para as cadeias de suprimentos, Teerã ameaçou reagir ao bloqueio incentivando os rebeldes Houthis, do Iêmen, a retomarem os ataques no estreito de Bab al-Mandeb, no Mar Vermelho. Apesar do cenário crítico, o cessar-fogo oficial segue nominalmente em vigor até 21 de abril, mantendo uma pequena margem para a retomada do diálogo.


⚠️ Essa análise é só um recorte.

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