EUA alertam sobre retomada de ataques enquanto Irã define pré-condições para negociações

Às vésperas de encontro em Islamabad, tensão aumenta com exigências cruzadas e proposta iraniana para bloqueio permanente de navios em Ormuz

Publicado em 10 de abril de 2026 às 19:59
Pedro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (10) que navios de guerra americanos estão sendo reabastecidos com "a melhor munição" para dar continuidade aos ataques aéreos contra o Irã, caso as negociações de paz em Islamabad não avancem. As declarações ocorrem no momento em que o vice-presidente dos EUA, JD Vance, viaja ao Paquistão para liderar a delegação americana nas discussões marcadas para sábado (11), em meio a um frágil cessar-fogo.


Do lado iraniano, o início do diálogo também esbarra em exigências. Mohammad Bagher Ghalibaf, que deve liderar as tratativas por Teerã, afirmou nesta sexta-feira que duas pré-condições precisam ser atendidas antes do encontro com os Estados Unidos: um cessar-fogo no Líbano e a liberação de ativos iranianos bloqueados. Além dessas demandas externas, há relatos de divergências internas entre altos funcionários do governo iraniano sobre a composição e a autoridade da delegação que será enviada ao Paquistão.


O controle do Estreito de Ormuz permanece como um dos principais pontos de atrito. O parlamentar iraniano Ebrahim Azizi informou que uma proposta em tramitação no legislativo do país prevê proibir permanentemente a passagem de navios-tanque ligados aos Estados Unidos e a Israel. Em contrapartida, Trump alertou na quinta-feira (9) sobre informações de que o Irã estaria cobrando taxas das embarcações que transitam pelo estreito, exigindo que qualquer prática desse tipo seja interrompida imediatamente.


Em entrevista à rede NBC na quinta-feira, o presidente norte-americano declarou que os líderes iranianos estão "concordando com todas as coisas com as quais precisam concordar". Trump afirmou que o país asiático encontra-se sem forças militares e alertou que, se não fecharem um acordo, o cenário será "muito doloroso" para Teerã.


⚠️ Essa análise é só um recorte.

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