Estudo aponta que Ferrogrão pode elevar porto de Barcarena ao mesmo patamar de Santos no escoamento de grãos

Levantamento projeta economia de mais de R$ 112 milhões em custos logísticos para o agronegócio com a redistribuição do fluxo de cargas rumo ao Arco Norte.

Publicado em 22 de julho de 2026 às 20:41
Pedro

De acordo com matéria publicada no site Portal Barcarena, um estudo recente indica que a construção da ferrovia Ferrogrão (EF-170) tem potencial para reconfigurar a logística do agronegócio brasileiro, colocando o porto de Barcarena, no Pará, em um patamar de relevância comparável ao do porto de Santos para o escoamento de grãos. O levantamento, focado na viabilidade de novas rotas de transporte para as safras do Centro-Oeste, projeta que a participação de Barcarena no fluxo simulado de exportações saltaria de 6,38% para aproximadamente 34,48%, praticamente empatando com o terminal paulista na liderança da movimentação individual. A readequação dessas rotas, combinando os modais ferroviário e hidroviário, resultaria em uma redução geral das despesas logísticas do setor de R$ 2,83 bilhões para R$ 2,72 bilhões, gerando uma economia estimada em cerca de R$ 112,1 milhões.


Para os produtores localizados no norte de Mato Grosso, a substituição de parte das longas viagens de caminhão pela malha ferroviária geraria uma diminuição direta nos custos variando entre R$ 40,09 e R$ 97,11 por tonelada transportada, a depender da origem específica e da rota substituída. Apesar da forte ascensão do Arco Norte e da projeção otimista de barateamento do frete, os pesquisadores ressaltam que a consolidação desse novo corredor logístico exige pesados investimentos complementares, incluindo a ampliação da capacidade de armazenagem regional, a melhoria dos acessos rodoviários e a modernização contínua dos terminais de transbordo. O estudo também pondera que, sob esse novo cenário de distribuição de cargas, o porto de Santos não perderia sua relevância ou volume histórico, mas passaria a dividir de forma mais equilibrada o protagonismo no escoamento da crescente safra agrícola brasileira com o complexo portuário paraense.

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