Empresa australiana planeja fábrica de ureia de US$ 3 bilhões na Nova Zelândia
Projeto da Victorian Hydrogen visa converter linhito em 1,5 milhão de toneladas anuais do fertilizante, buscando autossuficiência para o país
Um megaprojeto de ureia na Nova Zelândia está ganhando atenção do mercado com os planos de uma empresa australiana de construir uma fábrica de fertilizantes de US$ 3 bilhões na região de Southland. A Victorian Hydrogen propôs a instalação perto da cidade de Invercargill, com o objetivo de converter linhito em ureia e reduzir drasticamente a dependência do país em relação às importações. A planta terá capacidade para produzir 1,5 milhão de toneladas de ureia anualmente, um volume expressivo e significativamente superior à atual produção doméstica neozelandesa.
O foco central da iniciativa é garantir a autossuficiência de longo prazo para a Nova Zelândia. Atualmente, o país importa cerca de 500 mil toneladas de ureia por ano, enquanto a produção local se mantém na faixa de 265 mil toneladas — um patamar que já se encontra sob forte ameaça devido ao declínio contínuo na oferta nacional de gás natural. Para contornar esse gargalo, a empresa planeja utilizar a tecnologia de gaseificação de linhito, um processo globalmente comprovado que converte o minério em gás de síntese, depois em hidrogênio e, por fim, em amônia. Essa amônia, então, reage com o dióxido de carbono capturado na operação para produzir a ureia.
⚠️ Essa análise é só um recorte.
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